
Estratégias da Operação Caatinga Resiste, que deve acontecer no próximo mês de março, foram definidas por representantes do Ministério Público do Piauí (MPPI), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta sexta-feira (20).
No Piauí, a ação está prevista para ser realizada entre os dias 9 e 20 de março e irá fiscalizar áreas em 17 municípios, com foco na identificação de degradação ambiental e responsabilização de infratores.
Esta marca a primeira edição da operação, que ocorrerá simultaneamente no Piauí e em outros oito estados do Brasil que possuem áreas do bioma Caatinga – Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.
A iniciativa é articulada nacionalmente com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e envolve Ministérios Públicos Estaduais e órgãos ambientais.
No estado, as fiscalizações vão focar em municípios da região Sul, alcançando as cidades de Inhuma, Jaicós, Pio IX, Pimenteiras, Colônia do Gurgueia, Caracol, Anísio de Abreu, Jerumenha, Canto do Buriti, São Miguel do Tapuio, Ipiranga do Piauí, Buriti dos Lopes, Francisco Santos, Paulistana, São Francisco de Assis do Piauí, Queimada Nova e São Francisco do Piauí. As áreas foram definidas a partir de levantamento prévios e dados de monitoramento.
Segundo a promotora de Justiça Áurea Madruga, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), a atuação integrada busca ampliar a efetividade das ações.
“A Operação Caatinga Resiste é uma iniciativa fundamental para fortalecer a defesa de um bioma que se estende por cerca de um terço das unidades federativas do Brasil. A Caatinga é um bioma rico, com grande diversidade de fauna e flora, essencial para o equilíbrio ecológico do país. Ao atuarmos de forma integrada, ampliamos a capacidade de fiscalização, responsabilização e recuperação das áreas degradadas”, afirmou a promotora.
A operação ocorre em um contexto de intensificação das ações ambientais no estado. Em 2025, o Piauí registrou redução de 68% no desmatamento ilegal no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados divulgados pela Semarh. Ao longo do ano passado, foram realizadas 21 ações de combate ao desmatamento, com aplicação de multas que somam cerca de R$ 4 milhões.
As fiscalizações utilizam monitoramento por satélite e contam com apoio de forças de segurança e órgãos federais. Entre os principais alvos estão desmatamento para produção de lenha e carvão, conversão irregular de áreas, caça de animais silvestres e outras infrações ambientais.
A expectativa dos órgãos envolvidos é que a operação permita consolidar diagnósticos sobre áreas críticas e ampliar medidas de prevenção e controle no bioma Caatinga.




