
O governo federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, principal iniciativa de estímulo ao setor agropecuário brasileiro. Para o próximo ano agrícola, serão destinados R$ 525,1 bilhões exclusivamente à agricultura empresarial. Além disso, a agricultura familiar contará com R$ 97,3 bilhões em recursos, distribuídos principalmente por meio do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).
Em entrevista à nossa reportagem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Picos, Francisco Pereira, o Tito, explicou como funciona o programa e quem pode acessar as linhas de crédito.
“O Plano Safra inicia no dia 1º de julho de um ano e termina em 30 de junho do ano seguinte. É de fundamental importância tanto para o agronegócio quanto para a agricultura familiar. Este ano conseguimos R$ 97 bilhões e 300 milhões para os agricultores familiares trabalharem durante todo o ano”, destacou Tito.
Segundo ele, cerca de 95% dos recursos destinados à agricultura familiar vão para financiamentos do Pronaf, como o Agroamigo e o Pronaf Mais, voltados a assentados e pequenos produtores.
“Para acessar o crédito, o agricultor precisa estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ter o nome limpo e apresentar a documentação exigida. No caso do Pronaf B, por exemplo, o agricultor pode levantar até R$ 20 mil, com um ano de carência e três anos para pagar. Quem antecipa o pagamento recebe bônus de até 40%”, explicou.
Tito ressaltou ainda a parceria com o Banco do Nordeste, que realiza reuniões informativas junto ao sindicato para orientar os agricultores sobre como investir corretamente os recursos.
“O banco exige que o agricultor aplique o financiamento naquilo que foi proposto. Há fiscalização e, se o pagamento for feito em dia, o produtor tem descontos significativos. Isso fortalece a renda e garante sustentabilidade no campo”, afirmou.
Apesar dos avanços, o presidente do sindicato reconhece que ainda existem obstáculos. “Infelizmente, algumas famílias enfrentam inadimplência e desatenção com a documentação, como o CAF vencido. Isso acaba dificultando o acesso ao crédito. Nosso papel é orientar, documentar e acompanhar os agricultores para que não percam essa oportunidade”, concluiu.
Com o lançamento do Plano Safra 2026/2027, agricultores familiares e empresários do setor terão novas perspectivas de investimento e fortalecimento da produção rural, consolidando o programa como peça-chave para o desenvolvimento do campo brasileiro.




