
Com a identificação da circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2) no Piauí, especialistas alertam para a necessidade de prevenção para evitar um surto da doença. A identificação da nova cepa da gripe ocorreu por meio de ações de vigilância genômica e sequenciamento viral realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (LACEN).
As amostras analisadas foram coletadas em fevereiro de 2026 e classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, pertencente ao subclado K, linhagem que vem registrando rápida expansão mundial desde o segundo semestre de 2025.
O médico infectologista Carlos Henrique Neri destacou que a vacinação é a principal forma de proteção contra a gripe, especialmente para pessoas com comorbidades, idosos e gestantes, grupos nos quais o vírus pode ser mais agressivo.
Embora seja uma doença benigna em pessoas saudáveis e mais jovens, a influenza pode se tornar muito grave em pessoas com comorbidades, por exemplo. Por isso, é preciso um cuidado especial com esses grupos.
O infectologista ressaltou que, apesar das constantes variações do vírus da Influenza, as vacinas aplicadas na rede pública continuam eficazes. Os imunizantes estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos prioritários e também podem ser aplicadas em campanhas.
“A influenza, embora seja uma doença benigna em pessoas saudáveis e mais jovens, pode se tornar muito grave em pessoas com comorbidades, como doentes renais crônicos, pacientes com doenças hepáticas e cardíacas, gestantes, idosos e crianças muito pequenas. A gripe pode resultar em infecções graves, pneumonia, otite, sinusite, entre outras complicações. As variantes são parecidas, e a vacina apresenta excelente eficácia, ainda mais diante de uma variante muito contagiosa como essa”, concluiu.
(Com informações de cidadeverde.com)




