
A supervisora técnica do Hemocentro Regional de Picos, Ludmilla Alencar, destacou em entrevista ao Grande Jornal - veiculado pelas rádios Grande Fm e Difusora de Picos - a relevância da doação de medula óssea para salvar vidas e a necessidade de ampliar o número de voluntários cadastrados.
“Existem muitas doenças hematológicas e cancerígenas cuja cura será através da doação da medula. Infelizmente, ainda temos pouca adesão. Este ano, só tivemos 36 cadastros”, afirmou.
Requisitos para ser doador
Segundo Ludmilla, para se cadastrar é necessário estar em boas condições de saúde e ter entre 18 e 35 anos. Após o cadastro, o voluntário permanece ativo no banco de dados até os 60 anos.
“O cadastro vale por até 60 anos e é mundialmente compartilhado. Caso haja compatibilidade, o INCA entra em contato com o doador para confirmar o interesse e realizar novos testes”, explicou.
A supervisora ressaltou que a medula é responsável pela produção de células sanguíneas e que sua doação pode ser decisiva para pacientes com doenças graves.
“A doação de medula vai dar qualidade para aquele paciente que não está tendo produção de células boas. Já a doação de sangue é mais simples e resolve casos imediatos, como acidentes ou cirurgias”, disse.
Processo de cadastro e compatibilidade
O cadastro pode ser feito durante a doação de sangue, com coleta de uma pequena amostra. Os dados genéticos ficam armazenados no Redome, banco nacional e internacional de doadores.
“Encontrar um doador compatível fora da família é 1 em 1 milhão. Por isso, cada cadastro é uma esperança de tratamento para quem precisa”, destacou.
Quando há compatibilidade, o INCA convoca o doador e custeia todo o processo. A medula retirada se regenera rapidamente.
“Em um mês o doador já está bem. É uma doação simples em comparação ao receptor, que precisa de cuidados intensos para evitar rejeição”, explicou Ludmilla.
A supervisora reforçou que a doação de medula é um ato solidário feito em vida e que pode transformar destinos. “Muita gente tem medo, acha que dói ou que é uma cirurgia grande, mas não é. É mais simples e rápido do que se imagina e faz uma grande diferença na vida de quem precisa”, concluiu.
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