
A hanseníase, ainda considerada um problema de saúde pública no Brasil, apresentou redução significativa em Picos nos últimos dois anos. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, o município registrou 31 casos em 2024 e 18 casos em 2025, uma queda de aproximadamente 40%.
O coordenador do Posto de Assistência Médica (PAM), Gilberto Valentim, explica que a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, popularmente conhecido como Bacilo de Hansen, e que afeta principalmente os nervos periféricos e a pele.
“É importante lembrar que a hanseníase é primariamente neural. As manchas na pele são secundárias. Os primeiros sinais podem ser formigamento, perda de força nos membros e dores nos braços e pernas”, destacou.
Valentim reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e que o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
“A hanseníase tem cura em qualquer fase, mas pode deixar sequelas se não tratada a tempo. Por isso, precisamos intensificar a busca ativa e orientar a população sobre os sintomas”, afirmou.
Janeiro Roxo em Picos
Como parte da campanha mundial de conscientização sobre a hanseníase, o município de Picos realizará no dia 29 de janeiro de 2026 uma grande mobilização na Praça Félix Pacheco, no Centro da cidade.
Durante a ação, serão oferecidos serviços de saúde como aferição de pressão arterial, testes de glicemia e, principalmente, informações sobre sinais e sintomas da hanseníase.
“Esse espaço que a imprensa e as ações públicas nos dão é fundamental para divulgar os sintomas e orientar a comunidade. Já conseguimos diagnosticar casos apenas porque pacientes ouviram nossas entrevistas e reconheceram os sinais”, relatou Gilberto Valentim.
Além da mobilização, o coordenador informou que o foco será a descentralização do atendimento para as 36 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Picos, com capacitação de profissionais e intensificação da busca ativa.
“Não queremos apenas uma semana de atividades. Vamos levar o diagnóstico e o acompanhamento para dentro das comunidades, para que o serviço seja contínuo e eficaz”, concluiu.




