
Os estoques de sangue do Hemopi em Picos seguem em situação crítica desde o final do ano passado. A coordenadora Maria Santana alerta que a realidade preocupa não apenas a cidade, mas todo o Piauí.
“A nossa situação está bem complicada, principalmente nas tipagens de O negativo e O positivo, que são as que mais saem, os tipos de sangue mais transfundidos aqui na nossa região”, destacou.
Segundo ela, o período de férias escolares contribui para a queda nas doações, já que muitos estudantes — principais doadores locais — retornam às suas cidades. Ao mesmo tempo, a demanda aumenta devido ao maior número de acidentes nas festividades de fim de ano e às cirurgias de urgência.
“Infelizmente, reduzem significativamente o nosso número de doadores. E a demanda não diminui, pelo contrário, tende a aumentar”, explicou.
Maria Santana reforça que a doação feita no dia não atende imediatamente ao paciente, pois os testes de segurança levam de cinco a sete dias para serem concluídos. Por isso, ela ressalta a importância das doações regulares, independentemente de haver um familiar ou conhecido precisando.
“Doar sangue é muito mais do que um gesto de solidariedade, é um gesto de transformação na vida daquele paciente e dos familiares”, afirmou.
O Hemopi de Picos funciona de segunda a sexta, até às 18h e no sábado o atendimento segue até às 17h, e está preparado para receber os voluntários.




