
A nova presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Picos, Luzilene Silva, falou sobre sua expectativa de trabalho à frente da entidade. A APAE atende uma média de 100 pessoas na cidade, oferecendo serviços de educação, saúde e assistência social com foco na inclusão e na qualidade de vida.
“Eu assumo com a certeza de poder contar com as parcerias já existentes na APAE, com a colaboração da diretoria e também dos colaboradores da APAE, assim como de pais, funcionários e amigos”, declarou.
“As perspectivas são as melhores possíveis. A gente pretende dar continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido, dar visibilidade à APAE, angariar recursos e fazer novas parcerias com as entidades públicas e privadas para que a gente possa melhorar a qualidade dos atendimentos e também o número de pessoas atendidas aqui em Picos e na macrorregião”, completou Luzilene.

Além dos moradores de Picos, pessoas de municípios da macrorregião também são assistidas pela entidade. De acordo com a presidente, a meta é aumentar o número de beneficiados para alcançar uma média de 200 pessoas. Para isso, foi desenvolvido um projeto de expansão dos atendimentos.
“Já está garantido o projeto Pronas, onde a gente, através desse projeto, pretende por dois anos atender uma faixa de 200 pessoas. [O projeto] poderá ser estendido de Picos para a macrorregião, contanto que sejam [atendidas] pessoas com deficiência”, afirmou.
Além da ampliação no número de atendidos, a APAE também pretende expandir os serviços oferecidos.
“No momento, os serviços oferecidos são bem restritos. Nós temos escolaridade, o serviço de fisioterapia - que ainda é um pouco pequeno -, os psicológicos, pedagógico, assistente social. A gente pretende ampliar esses atendimentos. Além dos profissionais já existentes, vamos ter fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, vamos aumentar o número de fisioterapeutas e psicólogos. A gente também já tem um dentista que trabalha aqui, mas a gente pretende ampliar todos esses serviços”, garantiu.

Parcerias
A APAE é um trabalho filantrópico sem fins lucrativos que se mantém através de parcerias com o poder público, principalmente. Instituições como o Governo do Estado e a prefeitura municipal de Picos, além de sócios, pais e outros colaboradores, são fundamentais para a existência da iniciativa.
Ainda assim as despesas do projeto não são supridas pelos recursos vindos dessas fontes. Por isso, a presidente destacou o objetivo de buscar novas parcerias.
“Sem as parcerias a Apae não teria como funcionar. [...] Essas parcerias são muito importantes, mas não são suficientes para manter todas as despesas. A gente pretende não só continuar, como também ampliar essas parcerias. [...] As pessoas com deficiência não precisam pagar nada para irem para a APAE. Eles têm direito à escola, atendimento técnico e não pagam nada por esse serviço. [...] Mas a gente precisa de parcerias para poder manter e ampliar os atendimentos que já existem”, finalizou.
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