
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na sexta-feira (3) dados que mostram que o Brasil registrou 96.159 casos confirmados de chikungunya de janeiro a setembro de 2025. O número representa quase 96% do total nas Américas. O país também responde por cerca de 72% das mortes pela doença em escala mundial, com 111 óbitos no período.
A região das Américas reportou 228.591 casos suspeitos no mesmo período, com 100.329 confirmações e 115 mortes – 111 no Brasil e 4 na Bolívia. Em nível mundial, a OMS contabilizou 445.271 casos entre suspeitos e confirmados, além de 155 óbitos distribuídos em 40 países.
Segundo a entidade, a proliferação da doença está ligada a expansão dos mosquitos. A urbanização desordenada, problemas de saneamento básico, falhas no controle vetorial e mudanças climáticas favorecem a proliferação dos vetores. A mobilidade humana e o comércio internacional também facilitam a disseminação do vírus.
A distribuição da chikungunya varia significativamente entre países. As Filipinas, por exemplo, reduziram seus casos em 78% em 2025, enquanto a Indonésia registrou aumento de aproximadamente 158%. A OMS interpreta a distribuição irregular como um ressurgimento da doença em áreas geográficas específicas, não indicando necessariamente uma tendência de aumento global.
Não existe tratamento antiviral específico para a chikungunya. O manejo clínico foca no alívio dos sintomas, principalmente dor e febre, com medicamentos sintomáticos. Em abril de 2025, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a 1ª vacina contra a doença no Brasil. Estudos clínicos mostraram que o imunizante induz a produção de anticorpos neutralizantes contra o vírus.




