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Picos intensifica medidas de biosseguridade após foco de Peste Suína no Piauí

Piauí decreta estado de emergência zoossanitária para conter Peste Suína Clássica. Medida tem validade de 180 dias

Daniela Meneses
Por: Daniela Meneses
08/01/2026 às 12h31
Picos intensifica medidas de biosseguridade após foco de Peste Suína no Piauí

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí para a prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida, publicada no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (6), terá validade de 180 dias e prevê controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

A médica veterinária e fiscal agropecuária da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI), Estéfane Borges, explicou que o decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto.

Médica veterinária e fiscal agropecuária da ADAPI, Estéfane Borges.

“Durante esse período, devido ao foco em Porto, o Estado do Piauí está em emergência sanitária. Esse decreto facilita a aquisição de insumos e estrutura necessária para controlar a doença dentro do Estado”, afirmou.

A PSC é uma doença viral que acomete suínos e foi confirmada no dia 31 de dezembro pelo laboratório do Ministério da Agricultura. Segundo Estéfane, o foco já foi saneado, mas todos os animais da propriedade afetada precisaram ser sacrificados para evitar a transmissão. “Quando temos um foco, todo o rebanho da propriedade precisa ser eliminado para não ocorrer a disseminação da doença para vizinhos”, explicou.

Os sintomas da PSC incluem febre, secreção ocular, manchas avermelhadas no corpo, tremores e alta mortalidade. Apesar da gravidade para os criadores, a veterinária reforçou que não há risco para humanos. “A Peste Suína Clássica não é uma zoonose. A população pode ficar despreocupada, pois não há problema em consumir carne suína”, destacou.

A ADAPI mantém equipes de veterinários em Picos e em outras regiões do estado para atender notificações de suspeita da doença. O processo inclui exame clínico, coleta de material e envio para análise em laboratórios credenciados. Caso o resultado seja positivo, o foco é imediatamente controlado; se negativo, a propriedade é liberada para comercialização.

Para 2026, está prevista uma campanha de vacinação contra a PSC, organizada pela ADAPI em parceria com a Secretaria de Agricultura. “Ainda não sabemos quais regiões serão contempladas, mas haverá uma campanha voltada para erradicar a doença no estado”, disse Estéfane.

Ela também reforçou medidas de biosseguridade que devem ser adotadas pelos criadores, como adquirir animais apenas com Guia de Trânsito Animal (GTA), realizar quarentena antes de introduzi-los no rebanho e restringir o trânsito de pessoas e veículos nas propriedades.

No caso do foco registrado em Porto, cerca de 60 animais foram eliminados e a área já passou por desinfecção. A ADAPI segue monitorando propriedades vizinhas para garantir que a doença não se espalhe. “O trabalho de investigação é essencial para manter o controle e proteger todo o estado”, concluiu a médica veterinária.

CONFIRA A ENTREVISTA COM ESTÉFANE BORGES

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