
A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI) acompanha de forma rigorosa as investigações sobre a morte de ovinos e caprinos em diversos municípios da região de Picos. A situação, considerada atípica, mobilizou equipes técnicas e instituições de pesquisa desde os primeiros registros.
Segundo o coordenador da unidade regional da ADAPI em Picos, Esdras Alencar, os primeiros alertas surgiram na micro região de Picos, com destaque para a Unidade de Sanidade Animal e Vegetal (USAV) de Simões. “A ADAPI agiu imediatamente ao tomar conhecimento dos casos. Abrimos a notificação e iniciamos as investigações em parceria com a Universidade Estadual do Ceará, que realizou coletas e autópsias dos animais para elaboração dos laudos patológicos”, explicou.
Suspeita de vacina e fatores ambientais
Uma das linhas de investigação aponta para possíveis reações adversas a lotes da vacina Excel 10, cuja comercialização foi suspensa pelo Ministério da Agricultura. Amostras foram coletadas diretamente nas propriedades afetadas, e os exames laboratoriais estão em andamento.
Além disso, fatores ambientais também são considerados. “Estamos em uma região semiárida, com escassez de alimentos para os animais. Isso naturalmente compromete o sistema imunológico dos rebanhos, tornando-os mais vulneráveis a zoonoses e outras doenças”, destacou Alencar.
Mobilização técnica e científica
Equipes veterinárias do Serviço Oficial da ADAPI, juntamente com pesquisadores da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Estadual do Ceará, estão envolvidas na apuração. Reuniões com produtores e instituições de ensino têm sido realizadas para garantir transparência e colaboração.
“A ADAPI está dando todo o suporte técnico necessário. Os produtores estão amparados pelo serviço veterinário oficial, e estamos aguardando os resultados dos exames para chegar a um diagnóstico preciso”, reforçou o coordenador.
Orientações aos criadores
A agência orienta que qualquer comportamento atípico nos animais — como sintomas de doenças ou mortes súbitas — seja imediatamente comunicado. “A ADAPI está presente em quase todos os municípios do estado. Onde não há unidade de saúde animal, há escritórios de atendimento à comunidade com servidores capacitados para receber notificações e acionar o serviço veterinário oficial”, informou Alencar.
Histórico de ações sanitárias
A ADAPI tem histórico de atuação rápida em casos de doenças como peste suína e gripe aviária. “Na parte norte do estado, tivemos ocorrências de peste suína em anos anteriores, mas os focos foram saneados com eficiência. Esse é o nosso procedimento padrão: agir com rapidez e precisão”, afirmou.
Modernização e campanhas educativas
Além das ações emergenciais, a ADAPI mantém campanhas regulares de atualização cadastral e vacinação. O estado do Piauí é considerado livre da febre aftosa, mas a vigilância continua sendo essencial.
“A agência está implementando um sistema informatizado de cadastro online, que permitirá ao próprio produtor emitir documentos zoossanitários e atualizar informações do rebanho. Em breve, será lançado um aplicativo para facilitar esse acesso direto aos serviços”, anunciou Esdras.
CONFIRA A ENTREVISTA COM ESDRAS ALENCAR




