
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) anunciou a atualização das diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2 no Brasil. Entre as mudanças mais relevantes está a redução da idade mínima para início da triagem em adultos assintomáticos, que passa de 45 para 35 anos.
A nova recomendação tem como objetivo ampliar a detecção precoce da doença, que apresenta crescimento acelerado tanto no Brasil quanto no mundo. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem atualmente com diabetes no planeta. No Brasil, estima-se que 20 milhões de pessoas convivam com a condição.
Além da mudança etária para adultos, a SBD também incluiu orientações específicas para crianças e adolescentes. O rastreamento passa a ser indicado a partir dos 10 anos de idade, ou após o início da puberdade, em pacientes com sobrepeso ou obesidade e que apresentem pelo menos um fator de risco adicional — como histórico familiar da doença ou exposição intrauterina ao diabetes gestacional.
Para adultos com menos de 35 anos, o rastreamento também deve ser realizado caso haja sobrepeso ou obesidade associados a fatores de risco, como hipertensão, doenças cardiovasculares ou histórico familiar de diabetes tipo 2.
A diretriz reafirma a utilização dos exames de glicemia em jejum e hemoglobina glicada (A1c) como ferramentas principais para o diagnóstico. A recomendação é que ambos sejam aplicados de forma conjunta para confirmar a presença da doença.
Publicadas em março deste ano, as novas diretrizes da SBD refletem a preocupação da comunidade médica com o aumento dos casos de diabetes tipo 2 e reforçam a importância da triagem precoce para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.




