
Uma tragédia marcou o Dia das Mães em Padre Marcos, no Piauí. Na madrugada deste domingo, 11 de maio de 2025, Luiza Creuza da Silva, mãe de dois filhos, foi brutalmente assassinada a facadas dentro de sua residência, no povoado Munduri, zona rural do município. O caso está sendo tratado como feminicídio pelas autoridades.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 12h e, ao chegar ao local, encontrou a vítima sobre a cama, vestida, sem sinais de luta corporal, mas com várias perfurações de faca. Segundo informações policiais, o principal suspeito do crime é um homem com quem Luiza mantinha um relacionamento amoroso.
De acordo com familiares, Luiza teria informado à irmã, por volta das 2h da madrugada, que retornaria de motocicleta com Adenício para a comunidade Munduri. Horas depois, foi encontrada sem vida dentro de casa. O corpo foi localizado por uma prima da vítima, que imediatamente acionou as autoridades.
O Grupamento da Polícia Militar de Padre Marcos, vinculado à 3ª Companhia do 20º BPM, isolou a área e acionou a perícia técnica, que realizou os primeiros levantamentos na cena do crime. As investigações iniciais apontam que a motivação do homicídio pode estar relacionada a conflitos emocionais envolvendo um triângulo amoroso.
Desde a confirmação do crime, a Polícia Militar iniciou uma operação para localizar o suspeito. Equipes de diversos municípios da região, incluindo Belém do Piauí, Francisco Macedo, Alegrete do Piauí e Vila Nova do Piauí, além da Força Tática do 20º BPM, foram mobilizadas para buscas estratégicas. No entanto, até o momento, o suspeito segue foragido.
O feminicídio é tipificado no Código Penal brasileiro pelo artigo 121, §2º, inciso VI, conforme a Lei nº 13.104/2015, que o caracteriza como homicídio qualificado quando cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. Em 2024, a Lei nº 14.994 tornou o feminicídio um crime autônomo, aumentando a pena mínima de 12 para 20 anos, podendo chegar a 40 anos de reclusão. Além disso, a legislação prevê medidas mais rigorosas contra os condenados, como restrições à progressão de pena e monitoramento eletrônico em caso de saída temporária.
O caso está sob acompanhamento da 3ª Companhia do 20º BPM, sediada em Jaicós, sob a responsabilidade do 1º Tenente Kelysson Tenório, em conjunto com o GPM de Padre Marcos.
CONFIRA A ENTREVISTA COM O TENENTE TENÓRIO




