
O Piauí registrou a abertura de 30.219 empresas entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi). O número é 2.624 maior que o do mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 27.595 registros, o que representa alta de 9,5%.
Os serviços concentram mais da metade das empresas abertas no período: foram 17.265 novos negócios, ou 57,1% do total. É mais do que comércio e indústria juntos, que somaram 12.954.
O comércio ocupa a segunda posição, com 9.260 aberturas (30,6%), e a indústria vem em seguida, com 3.694 (12,2%). Juntos, serviços e comércio respondem por 87,8% do total.
Os dois segmentos também ocupam a maior fatia da economia piauiense. De acordo com o relatório Cenário Macroeconômico, do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), do Banco do Nordeste (BNB), serviços e comércio representam 72% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado na projeção para este ano.
Projeção do PIB
O mesmo documento projeta que o PIB do Piauí ultrapasse R$ 100 bilhões pela primeira vez, com estimativa de R$ 104 bilhões em 2026. O crescimento real previsto é de 4,1%, após alta de 1,5% em 2025.
Segundo o relatório, os três grandes setores devem avançar: agropecuária (13,0%), indústria (7,3%) e serviços e comércio (1,8%). O BNB avalia que o desempenho dos três setores indica um crescimento equilibrado, que permite à economia evoluir sem depender de uma atividade específica.
Teresina reúne um terço dos registros
A capital teve 9.858 aberturas, cerca de um terço do total estadual. Parnaíba aparece em segundo lugar, com 1.243 registros, número oito vezes menor que o de Teresina.
Entre as demais cidades do levantamento, Picos registrou 492 empresas, Floriano, 372, e Piripiri, 250. Também constam Altos (212), Bom Jesus (184), Campo Maior (181), Uruçuí (171) e São Raimundo Nonato (158).




