
Dados do Ministério da Previdência Social e do INSS mostram que, em 2025, quase meio milhão de afastamentos do trabalho foram registrados por transtornos mentais, principalmente ansiedade e depressão.
Entre os quadros mais comuns está a Síndrome de Burnout, marcada por esgotamento físico, emocional e mental, além de irritabilidade, queda de rendimento, lapsos de memória e sensação constante de incapacidade.
Esse cenário ampliou o debate sobre a saúde mental no ambiente de trabalho. Em maio de 2025, o governo atualizou a Norma Regulamentadora número 1, que trata da segurança e saúde no trabalho, para incluir, de forma obrigatória, a avaliação de riscos emocionais e psicossociais nas empresas. As novas regras entram em vigor em maio deste ano.
A especialista em psicologia organizacional, Daniele Caetano, explica o que muda na prática para empregadores e trabalhadores. “A empresa vai precisar identificar situações que causam estresse, adoecimento emocional e conflitos no dia a dia. Por exemplo, excesso de cobranças, metas irreais, lideranças despreparadas e ambiente tóxico. Além disso, a empresa precisa criar ações para prevenir esses problemas como: treinamentos, orientação para líderes e programa de saúde mental”.
Mais do que cumprir a legislação, cuidar da saúde emocional dos funcionários impacta diretamente a produtividade. Dados da Organização Mundial da Saúde e da Organização Internacional do Trabalho apontam que cerca de 12 bilhões de dias úteis são perdidos todos os anos, no mundo, por causa da ansiedade e da depressão, um prejuízo estimado em 1 trilhão de dólares.
Para Daniele Caetano, o recado é claro. “Empresas que não cuidam disso acabam tendo mais afastamentos, mais demissões mais processos e menos produtividade. Ou seja, ignorar essa mudança sai muito mais caro depois”.
Em casos de sintomas de estresse, esgotamento físico, mental ou emocional, a orientação é buscar atendimento médico e apoio de profissionais da saúde mental.




