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Setor público registra superávit de R$ 3,6 bilhões em março e redução da dívida bruta

Melhora foi puxada por governos regionais e estatais; dívida bruta recua para 75,9% do PIB.

Daniela Meneses
Por: Daniela Meneses Fonte: Agência Brasil
30/04/2025 às 11h20 Atualizada em 03/05/2025 às 13h55
Setor público registra superávit de R$ 3,6 bilhões em março e redução da dívida bruta
Edifício sede do Banco Central em Brasília – Foto: Reprodução.

O setor público consolidado — que engloba União, Estados, municípios e estatais — fechou março de 2025 com superávit primário de R$ 3,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central. O valor representa uma melhora expressiva em relação ao mesmo mês de 2024, quando o saldo positivo foi de R$ 1,2 bilhão.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelos governos regionais, que somaram superávit de R$ 6,5 bilhões. O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência e BC) teve saldo positivo de R$ 2,3 bilhões. Já as empresas estatais fecharam o mês com superávit de R$ 566 milhões.

Apesar do bom resultado mensal, o setor público ainda acumula um déficit primário de R$ 13,5 bilhões nos últimos 12 meses, o equivalente a 0,38% do PIB. Em fevereiro, esse percentual estava em 0,51%.

Os juros nominais somaram R$ 75,2 bilhões em março, acima dos R$ 64,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 12 meses, os juros alcançaram R$ 935 bilhões (7,8% do PIB). Já o resultado nominal, que inclui o primário e os juros, foi deficitário em R$ 71,6 bilhões no mês.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) recuou para 75,9% do PIB, totalizando R$ 9,1 trilhões — queda de 0,2 ponto percentual frente a fevereiro. Por outro lado, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) subiu para 61,6% do PIB, alcançando R$ 7,4 trilhões.

Segundo o Banco Central, a variação da DLSP ao longo do ano foi influenciada por:

  • Juros nominais: +1,6 p.p.
  • Valorização cambial de 7,3%: +0,9 p.p.
  • Superávit primário: -0,7 p.p.
  • Crescimento do PIB nominal: -1,2 p.p.
  • Ajustes da dívida externa líquida: -0,4 p.p.

Entenda a queda da DBGG

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) caiu de 76,1% para 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em março de 2025. Essa redução de 0,2 ponto percentual foi influenciada por três fatores principais:

  • Crescimento do PIB nominal: O aumento do PIB reduziu a proporção da dívida em relação à economia, contribuindo com uma queda de 0,6 ponto percentual;
  • Resgate líquido de títulos públicos: O governo resgatou mais títulos do que emitiu, diminuindo o estoque da dívida e impactando negativamente em 0,3 ponto percentual;
  • Valorização cambial: A apreciação do real frente ao dólar reduziu o valor da dívida externa em reais, contribuindo com uma queda de 0,1 ponto percentual.

Esses fatores compensaram parcialmente o impacto do pagamento de juros nominais, que adicionou 0,8 ponto percentual à dívida no mês.

Além disso, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 3,6 bilhões em março, o que também ajudou na redução da dívida.

Em valores absolutos, a DBGG aumentou de R$ 9,045 trilhões em fevereiro para R$ 9,096 trilhões em março, mas o crescimento do PIB fez com que a relação dívida/PIB diminuísse.

No acumulado do ano, a DBGG caiu 0,59 ponto percentual, influenciada principalmente pelo crescimento do PIB nominal, resgates líquidos de dívida e valorização cambial.

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