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INSS investiga 1,9 milhão de pedidos para cancelar descontos não autorizados

Os descontos irregulares têm gerado impacto direto na fila de atendimento do INSS, atrasando os serviços prestados aos beneficiários que procuram o órgão

Daniela Meneses
Por: Daniela Meneses Fonte: Agência Brasil
29/04/2025 às 11h45
INSS investiga 1,9 milhão de pedidos para cancelar descontos não autorizados
Foto: Reprodução

Uma auditoria interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou os prejuízos administrativos e financeiros causados por entidades que realizavam descontos não autorizados de mensalidades associativas.

O relatório integra a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada, com o objetivo de combater essas irregularidades. Parte do sigilo sobre a investigação foi levantada nesta segunda-feira (28), permitindo maior transparência sobre o caso.

De acordo com os auditores, os descontos irregulares têm gerado impacto direto na fila de atendimento do INSS, atrasando os serviços prestados aos beneficiários que procuram o órgão.

Consequências administrativas Os beneficiários, ao identificarem as cobranças indevidas, recorrem ao INSS para cancelar os descontos, o que acaba por sobrecarregar os servidores e ampliar a fila de espera. Entre janeiro de 2023 e maio de 2024, o órgão recebeu 1,9 milhão de solicitações para exclusão de mensalidades ou ajustes nos pagamentos, representando 16,6% do total de requerimentos no período.

Os auditores estimaram que o tempo necessário para lidar com essas demandas equivale a 49.045 dias de trabalho, considerando uma jornada de 8 horas diárias por servidor.

Além disso, a análise constatou que 90% dos pedidos relatavam que os beneficiários não autorizaram os descontos, que foram registrados no sistema de forma indevida. Segundo o relatório, mais de 1 milhão de solicitações poderiam ter sido evitadas caso o consentimento dos beneficiários tivesse sido devidamente coletado e o INSS, juntamente com as entidades associativas, cumprido as normas estabelecidas.

Impacto financeiro A auditoria também apontou um prejuízo financeiro de R$ 5,9 milhões para o INSS, relacionado aos custos operacionais gerados pelas correções necessárias. Embora os acordos vigentes estabeleçam que os custos sejam de responsabilidade das associações, eles acabam sendo arcados pelo INSS devido à ausência de contratos diretos com a Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência Social.

A Dataprev confirmou que os valores operacionais cobrados mensalmente do INSS correspondem a R$ 0,10 por consignação, mas destacou que esses custos são pagos pela autarquia, já que não existem contratos diretos entre a empresa e as associações.

Outro lado Procurado pela Agência Brasil, o INSS informou que não comenta processos judiciais em andamento. Em nota divulgada após a operação, o órgão esclareceu que, das 11 entidades investigadas, apenas uma firmou acordo com o INSS em 2023. O instituto também destacou que os descontos têm origem em administrações anteriores

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