
Começa a valer a partir deste sábado, 14, o reajuste de 11,6%, ou R$ 0,38 por litro, no preço do diesel A nas refinarias da Petrobras. O reajuste foi anunciado pela estatal um dia após o governo federal divulgar medidas para tentar atenuar os impactos da disparada do do petróleo em função da guerra no Irã.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em razão do pacote de medidas anunciadas pelo governo para tentar segurar os preços, o impacto do reajuste para o consumidor deverá ser de R$ 0,06 por litro. “Caso não houvesse a política do governo, a Petrobras teria elevado os preços em R$ 0,70”, explicou.
Com o pacote anunciado pelo governo Lula, o país vai subsidiar o valor do diesel para empresas que aderirem à iniciativa em R$ 0,32 o litro, com parâmetros que ainda serão definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Preço nas bombas subiu antes mesmo do reajuste
Levantamento feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostra que o diesel subiu, em média, R$ 0,72 por litro nesta semana, na comparação com a semana anterior.
O óleo diesel passou de R$ 6,08 para R$ 6,80, ou R$ 0,72 mais caro. Já o diesel S10 foi de R$ 6,15 para R$ 6,89, R$ 0,74 a mais. A gasolina subiu de R$ 6,30 para R$ 6,46 (diferença de R$ 0,16) e o estanol passou de R$ 4,61 para R$ 4,64 (R$ 0,03 a mais).
Disparada do petróleo e defasagem nos preços
A cotação do petróleo disparou nas últimas semanas após ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, dando início a um conflito que se espalha por toda a região. Na segunda-feira, 9, o barril do tipo Brent atingiu o valor mais alto desde meados de 2022, negociado a US$ 119,50, e fechou a semana a US$ 203.
Apesar do reajuste anunciado pela Petrobras, a defasagem dos preços ante o produto importado permanece, segundo especialistas. “Esse reajuste de 38 centavos, ele nem sequer chega perto de resolver o problema da defasagem de preços existente entre os preços internacionais e o preço da Petrobras”, disse o sócio-diretor da Raion Consultoria Eduardo Oliveira de Melo.
Como o mercado brasileiro é atendido pelo diesel importado, que responde por cerca de 25% do total consumido, uma menor defasagem é importante para importadores e distribuidores que importam o produto, disse Melo.
O desequilíbrio entre os preços locais e os internacionais vem deixando os distribuidores relutantes em vender aos preços da Petrobras, pois temem ter de recomprar o produto depois a preços mais altos.




