
A dengue foi a arbovirose com maior número de casos e óbitos no Piauí em 2025, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), atualizado até janeiro de 2026. Ao longo do ano passado, o estado registrou 9.315 casos prováveis, dos quais 7.166 foram confirmados, distribuídos em 178 municípios. No período, foram contabilizados 11 óbitos.
As mortes ocorreram nos seguintes municípios:
Em 2026, até o momento, não há registro de mortes por dengue no estado. O levantamento aponta ainda uma redução nas notificações no início de 2026, tanto para dengue quanto para chikungunya.
Comparativo janeiro 2025 x janeiro 2026
Em janeiro de 2026, o Piauí registrou 263 casos de dengue, contra 287 no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de 8,36%.
No caso da chikungunya, a queda foi de 21,43%, passando de 14 casos em janeiro de 2025 para 11 em janeiro de 2026. Em todo o ano de 2025, o estado contabilizou 467 casos confirmados em 36 municípios, sem registro de óbitos em 2025 ou 2026.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SinanNet) mostram que, em 2025, o Piauí registrou 82 notificações de Zika vírus. Teresina concentrou o maior número (40), seguida por Piripiri (13), Cristino Castro (5), Barra d’Alcântara (4) e Barras (3). Em 2026, até janeiro, foi registrada apenas uma notificação, no município de Cajueiro da Praia.

Ações de prevenção no estado
O secretário estadual de Saúde, Dirceu Campêlo, reforçou que o combate à dengue depende principalmente das ações preventivas realizadas pelos municípios e pela população.
“A política pública de prevenção da dengue é uma política dos municípios, que envolve evitar água parada, uso de repelentes, limpeza de telhados e calhas, além do descarte correto do lixo. Nós incentivamos e cobramos que essas ações sejam executadas”, afirmou.
Sobre a vacinação, o secretário explicou que o Ministério da Saúde é responsável pela aquisição das doses, enquanto o Estado faz a distribuição aos municípios. “O Estado recebe as vacinas e garante que a população recomendada tenha acesso à vacina da dengue”, disse.
Em relação ao atendimento, Dirceu Campêlo afirmou que a rede estadual está preparada para casos leves e graves.
“Oferecemos atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, nos prontos-socorros e na rede hospitalar, com internação e hidratação venosa quando necessário. Temos também o Piauí Saúde Digital, com médicos disponíveis 24 horas para orientação”, acrescentou.




