hanseníase- Foto: Reprodução

Os índices de novos casos de hanseníase no município de Picos e cidades da macrorregião têm sido crescentes. Só em 2017, já foram diagnosticadas 99 pessoas com a doença. Os dados são da Coordenadoria de Controle à Hanseníase de Picos.

De acordo com o coordenador do órgão, Gilberto Valentim da Silva, dos 99 casos notificados da doença, 40 são de pessoas que moram em Picos e 59 da macrorregião. “Isso significa dizer que o bacilo de Hansen, não está só em Picos, ele está circulando em toda a macrorregião, e aí precisamos criar estratégias para o controle da hanseníase não só em Picos, mas em toda região ”, disse.

Gilberto Valentim da Silva Foto: webpiaui

O coordenador explica que, com o fechamento do balanço anual para o relatório de 2017, observou-se que 31% dos casos quantificados acontecem de forma transmissível. “Temos ainda muitos pacientes com diagnósticos tardios ainda, então precisamos trabalhar as equipes da saúde da família, não somente de Picos, mas da macrorregião para diagnosticar e tratar os pacientes no tempo oportuno e precoce, para quebrar a cadeia de transmissão”, esclarece.

Em Picos, a Coordenadoria de Controle à Hanseníase, tem realizado campanhas de conscientização e pesquisas operacionais de hanseníase, o objetivo é identificar os principais focos da doença no município. “ Nós saímos em mutirões em busca de casos novos e controle de contatos, procurando as pessoas que abandonaram o tratamento”, explica.

O diagnóstico e também o tratamento da doença são realizados no Posto de Assistência Medica de Picos (PAM) ou nas unidades básicas de saúde (UBS).

Sintomas
• Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas, às vezes pouco visíveis e com limites imprecisos;
• Alteração da temperatura no local afetado pelas manchas;

• Comprometimento dos nervos periféricos;
• Dormência em algumas regiões do corpo causada pelo comprometimento da enervação. A perda da sensibilidade local pode levar a feridas e à perda dos dedos ou de outras partes do organismo;

ENTREVISTA: Gilberto Valentim – Hanseníase