Início Destaque Diretoria do Sindserm nega omissão na defesa da classe

Diretoria do Sindserm nega omissão na defesa da classe

Os membros da diretoria do sindicato se reuniram nesta manhã para discutirem as pautas do Sindserm (Foto: Assis Santos)

Membros da diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Picos (SINDSERM) se reuniram na manhã desta quinta-feira (11) para avaliarem as críticas que foram feitas à atuação da direção da entidade durante um debate ocorrido na Câmara Municipal de Picos.

Durante o evento e à reportagem da Rádio Grande FM e do portal Grande Picos, a articuladora da atividade, a professora Adnaide Rufino, teceu várias críticas aos diretores do sindicato. Segundo ela, o Sindserm tem se omitido em relação a algumas bandeiras da categoria.

A presidente do órgão, a professora Lenisse Sales, repudiou as afirmações feitas pela colega e ressaltou que as demandas tratadas no debate já foram debatidas e encaminhadas pelos filiados.

“A professora Adenaide esteve aqui e me entregou um ofício pedindo a nossa presença nessa reunião. Então eu questionei ela sobre as pautas que seriam tratadas nessa reunião, e pelo que a professora nos enviou posteriormente, percebemos que todos os pontos já haviam sidos discutidos e encaminhados na assembleia realizada no dia 30 de maio e que ela, Adenide, foi convidada e não compareceu”, disse a sindicalista.

Sobre a colocação feita pelo advogado Moreli de Araújo Batista, que representou a Secretaria de Educação, no entendimento de Lenice Sales, ele teria colocado que o sindicato estaria dificultando as negociações. “Muito me estranha a postura do represente da secretaria, o Dr Morete, que disse que o sindicato agiu de má fé. Se eles querem ajudar os professores, porque não tiram a ação da justiça e promovam as eleições para diretores de escolas? E mais, por quer toda decisão judicial favorável à classe, eles recorrem? ”, questionou.

Já a vice-presidente da entidade, a professora Edna Moura, ressaltou que recebeu com estranheza a forma como foram feias as críticas. “Eu vi isso como uma forma de chamar a atenção dos trabalhadores em educação para que fiquem atentos a essas reuniões paralelas. Especialmente quando na fala de quem está ali representando, diz que a insatisfação de todos os servidores e que a culpa é do sindicato, então de que lado está? É da classe ou não? ”, indagou

De acordo com Edna, nenhum encaminhamento que não parta da decisão da assembleia terá legitimidade. “A assembleia está constituída, nós vamos colocar todas as reformulações que já discutimos e achamos necessárias e vamos colocar para a assembleia avaliar, e ela poder sugerir alterações, mas de forma coletiva e não isoladamente”, acrescentou.

A vice-presidente confirmou que ocorreram algumas desfiliações, o que para ela é natural. Como também houve pedidos de ingressos na instituição.

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LENICE SALES

EDNA MOURA