
O Corpo de Bombeiros Militar de Picos registrou 115 ocorrências durante o mês de outubro, sendo que 74 delas foram relacionadas a incêndios em vegetação. Os dados foram divulgados pelo tenente Sousa Júnior, que também chamou a atenção para o aumento no número de queimadas em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o oficial, em outubro de 2023 foram contabilizadas 68 ocorrências envolvendo incêndios em vegetação, enquanto neste ano o número chegou a 74, evidenciando um crescimento da demanda enfrentada pela corporação.
“Nós tivemos um pequeno acréscimo quando fazemos um comparativo com relação ao mês de outubro do ano passado. Em outubro do ano passado foram 68 queimadas e este ano tivemos 74 ocorrências envolvendo incêndios em vegetação”, destacou o tenente.
Além das queimadas, os bombeiros atenderam ocorrências de incêndios em residências, acidentes automobilísticos com vítimas presas às ferragens e capturas de animais.
De acordo com Sousa Júnior, o período continua sendo crítico devido à combinação de vegetação seca, altas temperaturas, ventos fortes e baixa umidade do ar. No entanto, ele ressaltou que a ação humana ainda é o principal fator para o surgimento dos incêndios.
“Ainda estamos vivenciando um período crítico do ano. Somadas às condições climáticas, temos a ação do ser humano, que continua alimentando a cultura de atear fogo na limpeza de terrenos, de roças e até mesmo no lixo”, afirmou.
O militar reforçou que a orientação é para que a população abandone essa prática, contribuindo para a redução dos incêndios na região.
Queimadas colocam residências em risco
Nos últimos dias, o Corpo de Bombeiros atuou em ocorrências que ameaçaram áreas habitadas, incluindo incêndios registrados no bairro Junco, na região do Morro da Mariana e no povoado Cristovinho.
Segundo o tenente, o fogo em áreas urbanas ou próximas a residências pode provocar grandes prejuízos e colocar vidas em risco.
“É crime ambiental, com pena de reclusão de dois a quatro anos, além do pagamento de multa. Tivemos incêndios próximos a residências que poderiam ter causado consequências ainda mais graves”, alertou.




