
As agências bancárias de Picos estão sem atendimento presencial nesta quinta-feira (20) devido à paralisação nacional dos bancários. A mobilização tem duração de 24 horas com o objetivo de impulsionar avanços nas negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.
O diretor do Sindicato dos Bancários do Piauí, Antônio Libório, informou que todas as agências da regional de Picos aderiram à mobilização. A ação atinge bancos públicos e privados.
“Na nossa regional, que é de Valença até Paulistana, todas as agências fecharam e aderiram à paralisação. Em todo o Brasil, quase 100% das agências fecharam, bancos públicos e alguns privados.”, explicou.
A paralisação foi motivada pela falta de atendimento às reivindicações apresentadas pela categoria ainda no mês de junho.
Os trabalhadores reivindicam aumento real de salário e das demais remunerações acima da inflação, melhores condições de trabalho, mais contratações, igualdade de oportunidades e a criação de um piso dos trabalhadores de TI, por exemplo.
“Nós estamos pedindo a reposição da inflação mais 5% de ganho real. [As reivindicações] valem para os bancos privados e também para os bancos públicos. Nós temos também as negociações específicas, mas a questão do índice é para todos os bancos.”, declarou.
Segundo a categoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou um índice de reajuste para os salários e as demais verbas, apesar de ter assumido esse compromisso anteriormente.
“A gente espera que eles repensem e venham com uma proposta para que a gente possa discutir com a categoria e não ter que aderir a um movimento grevista na próxima semana. [...] Segunda-feira nós esperamos que eles venham com uma proposta decente, para a gente trazer para a Assembleia e ver se aceita ou não.”, informou.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, Fábio Neiva, destacou que a paralisação também é em defesa dos interesses dos usuários do serviço.
“Quando a gente coloca isso muita gente pensa que é só a luta do bancário pelo emprego, por melhores condições salariais, mas não. [...] Nós que somos de banco público, a gente quer a garantia do emprego, mas, acima de tudo, a gente quer servir a população. E a população tem que estar amparada com todo tipo de serviço bancário.”, destacou.
Confira as entrevistas:
Antônio Libório
Fábio Neiva




