
Ativistas do movimento negro no Nordeste estão se articulando para a criação de um coletivo regional de combate ao racismo no ambiente digital. O grupo deverá reunir professores, advogados, ativistas culturais, jornalistas, mentores e outros agentes sociais no enfrentamento ao crime.
O ativista cultural picoense Mano Chagas, um dos envolvidos no projeto, informou que a iniciativa é uma resposta a banalização do racismo no país, tanto online quanto no ambiente físico.
“A ideia é que a gente faça um enfrentamento de preto para preto. A ideia do grupo é reunir advogados, fazedores de cultura, mentores [por exemplo] para que a gente possa dar resposta porque está [se] banalizando o racismo no país. Parece que é a terra do Oba-Oba, todo mundo pode praticar o racismo.”, informou.
Segundo Mano Chagas, a ideia é sensibilizar ativistas, manifestantes e a população em geral em prol da causa a fim de, entre outras coisas, reforçar a importância do cumprimento das leis que protegem a população negra no Brasil.
“Você vê, por exemplo, quando se trabalha a história da África dentro da sala de aula, vem um determinado setor religioso e fala besteira [...] e não acontece nada. Não queremos aceitar toda forma de racismo ou que está tudo certo. Então a gente vai se impor.”, destacou.
Entre as estratégias pensadas para o meio digital está a criação de cursos e o fomento de discussões sobre o assunto.
“Por que não fomentar cursos junto com o povo negro? Para que eles possam ter acesso e domínio à mídia, para que possam fazer o enfrentamento. A discussão é essa: dar estrutura, buscar armamento, fazer projeto para formar esse povo, montar um grupo amplo mesmo.”, concluiu.
CONFIRA A ENTREVISTA COM MANO CHAGAS




