
A empresa ALOGUINCHO LTDA, responsável pela gestão transitória do transporte coletivo urbano de Picos, encerrou neste domingo (15) a operação das atividades no setor. A informação foi confirmada por meio de nota divulgada pela empresa após uma série de problemas operacionais registrados nos últimos dias.
De acordo com o advogado que representa a empresa, Ottomar Ayres, a ALOGUINCHO havia recebido, há cerca de quatro meses, uma proposta para assumir provisoriamente a operação do transporte coletivo na cidade.
A concessão do serviço estava anteriormente sob responsabilidade da LDL Transportes, antiga KB Transportes (empresa vencedora da licitação).
Segundo o advogado, a situação encontrada pela empresa foi diferente da apresentada inicialmente. Entre os problemas apontados estão processos trabalhistas em andamento e veículos com restrições judiciais, fatores que teriam tornado inviável a continuidade da gestão.
“Meu cliente recebeu a proposta para fazer a gestão transitória do transporte coletivo de Picos. No entanto, o que foi apresentado para a ALOGUINCHO não correspondia à realidade. Havia muitos processos por questões trabalhistas e veículos com restrições judiciais, o que tornou inviável a gestão”, explicou Ottomar Ayres.
Diante do cenário, a assessoria jurídica da empresa comunicou oficialmente a decisão ao Ministério Público do Estado do Piauí e também protocolou, no dia 8 de março, um documento junto à Prefeitura de Picos informando sobre o encerramento definitivo da operação do transporte coletivo urbano.
Na nota divulgada, a empresa confirmou que os ônibus devem continuar circulando apenas até esta segunda-feira (16). A partir de terça-feira (17), o serviço deverá ser interrompido até que uma nova solução seja definida entre as empresas envolvidas e a administração municipal.

Uma reunião entre as partes está prevista para ocorrer nos próximos dias, com o objetivo de discutir medidas para garantir a continuidade do transporte coletivo na cidade. A reportagem procurou a Prefeitura Municipal de Picos através da Secretaria de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, responsável por fiscalizar o serviço, mas até o momento não obtivemos retorno.




