
A Defesa Civil do Estado do Piauí intensificou o acompanhamento de abalos sísmicos após a ocorrência de dois tremores recentes no interior do estado. O trabalho é realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Laboratório Sismológico (LabSIS), responsável por estações sismológicas de alta sensibilidade instaladas em Floriano e Pedro II.
Nos últimos dias, os equipamentos registraram um tremor de 1,5 graus na escala Richter em Castelo do Piauí e outro de 2,1 graus em Bocaina. Apesar de fracos e quase imperceptíveis, os eventos reforçam a importância do monitoramento constante.
“O nosso papel é informar, tranquilizar e orientar a sociedade. Esses tremores são de baixa intensidade, mas o estudo da sismicidade é fundamental para a política de defesa civil e para grandes obras de infraestrutura, como rodovias e barragens”, explicou Werton Costa, diretor de prevenção e mitigação da Defesa Civil do Piauí.
Segundo ele, os sensores instalados no estado são capazes de registrar vibrações ínfimas, até mesmo ocorridas em outros continentes. “Não se assustem. A divulgação desses dados é apenas para mostrar que os tremores de terra não são algo distante. Eles fazem parte da nossa realidade, embora sejam mais fracos e raros devido às características geológicas da região”, acrescentou.
Costa ressaltou ainda que o acompanhamento das falhas tectônicas e fissuras rochosas é essencial para garantir segurança hídrica e estrutural. “O estudo desses movimentos é o que define a localização segura de qualquer grande empreendimento”, concluiu.




