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Pressão de 12 por 8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz

Documento também endurece metas de tratamento

Por: Vanessa Maria Fonte: G1
19/09/2025 às 09h56
Pressão de 12 por 8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz
Foto: Reprodução

A pressão arterial considerada de risco no Brasil mudou de patamar. Uma nova diretriz endossada por três sociedades médicas passa a enquadrar como pré-hipertensão valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica).

O documento foi divulgado nesta quinta-feira (18) no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia. Ele foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).

Antes vistos como “normais limítrofes”, esses números agora exigem atenção médica. O objetivo da reclassificação é reforçar a prevenção: nessa fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, os médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, dependendo do risco do paciente, podem até receitar o uso de medicamentos.

A mudança vai ao encontro de novas diretrizes internacionais divulgadas no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2024. À época, a pressão 12 por 8 passou a ser classificada como "pressão arterial elevada" nos padrões europeus.

Meta de tratamento

Aqui no Brasil, outra mudança importante é a meta de tratamento. Até agora, aceitava-se que manter a pressão a partir de 14 por 9 (140/90 mmHg) era suficiente. A nova diretriz endurece a recomendação: o alvo passa a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg) para todos os hipertensos, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.

Segundo os autores da nova diretriz, o limite mais baixo é fundamental para reduzir riscos de complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Nos casos em que o paciente não tolera reduções tão intensas, a orientação é buscar o nível mais baixo possível dentro da segurança clínica.

Risco cardiovascular global

Pela primeira vez, o relatório estabelece que não basta controlar apenas os números da pressão. O foco agora é reduzir também o risco cardiovascular global.

Foi incorporado o escore PREVENT, que calcula a chance de um paciente sofrer um evento cardiovascular em dez anos. O cálculo leva em conta variáveis como obesidade, diabetes, colesterol alto e lesões já instaladas em órgãos-alvo, como rins e coração.

A partir desse resultado, médicos devem adotar condutas mais intensas para quem está em alto ou muito alto risco, aproximando o cuidado da chamada medicina de precisão.

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