
O Ceará registrou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas. O registro ocorreu numa criação de subsistência, em que as aves são produzidas para consumo próprio, em Quixeramobim, no sertão central do estado.
A confirmação do primeiro foco no Ceará levou as autoridades do Piauí a realizarem uma reunião de emergência nesta segunda-feira (21) para debater formas de evitar que surjam focos da doença aqui no Estado. A reunião deve ser realizada por volta das 10h desta segunda.
Por meio de nota, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que a propriedade foi isolada e que as aves foram mortas na manhã desta sexta-feira (18). A criação passará pelo protocolo de saneamento previsto pelo Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Embora o caso só tenha sido divulgado neste sábado (19), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuário (LFDA), em Campinas (SP), confirmou a ocorrência de H5N1 após analisar amostras encaminhadas no último dia 8. A Adagri também investiga as propriedades num raio de 10 quilômetros do foco para verificar o possível vínculo com outras criações.
A agência reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. O órgão reitera que há nenhuma restrição quanto ao consumo.
Mesmo se ter registrado casos da doença, o Piauí já vem intensificando ações rigorosas de biossegurança para evitar a chegada da gripe aviária, em um momento de forte expansão da cadeia produtiva de ovos e frangos. Atualmente, está em vigor no Piauí decreto de estado de emergência zoossanitária, válido para todo o território piauiense. A medida tem como objetivo reforçar as ações de prevenção contra a Influenza Aviária H5N1 de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como "gripe aviária".
A doença é uma variante altamente infecciosa e foi detectada em uma granja comercial no Rio Grande do Sul recentemente. A doença representa um risco significativo para a avicultura e a saúde pública. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (26) e terá validade de 180 dias.




