Reunião entre representantes de Geminiano e Francisco Santos aconteceu em Teresina - Foto: Assis Santos

Os prefeitos de Geminiano e de Francisco Santos, Erculano Edimilson de Carvalho (Progressistas) e Luís José de Barros (PT), respectivamente, se reuniram com os presidentes das Câmaras dos dois municípios e estabeleceram um acordo sobre a nova delimitação territorial de cada cidade. A reunião pôs fim a um litígio que já durava mais de uma década.

O encontro aconteceu na última quarta-feira (08), em Teresina, nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi). Após a assinatura do acordo, o processo foi enviado ao IBGE para que o órgão refaça os limites conforme o novo entendimento, bem como também para apreciação nas Câmaras de ambos os municípios.

Com a decisão, as áreas das comunidades Ambrósio, Milhãs, Exu, Assentamento Bem-te-vi e Serra Branca, que pertencem hoje ao município de Francisco Santos, passam a fazer parte da área territorial de Geminiano.

Para o prefeito Erculano Carvalho, a revisão territorial facilitará a assistência prestada pela administração pública às famílias domiciliadas nas localidades. “Esse acordo vai ajudar bastante o nosso trabalho, mas quem ganha mais é povo desses povoados, pois serão melhores assistidos pela gestão”, ressalta.

Carvalho ainda elogiou a postura do prefeito Luís José, pois, segundo ele, foi muito sensato e não apresentou nenhuma resistência ao diálogo.

A reunião foi conduzida pelo deputado Ismar Marques (PSB) e contou ainda com a presença dos presidentes do Poder Legislativo geminianense, Francisco Antão Florentino, o Chico Antão, e de Siriá Raimundo da Silva, presidente da Câmara de Vereadores de Francisco Santos.

Quem também acompanhou a discussão representando o lado geminianense foi o secretário de Saúde, José Genivaldo de Sousa, o “GG”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Francisco Elísio Hipólito, e outras lideranças políticas e comunitárias de ambos os municípios.

A alteração geográfica ficou definida em conformidade com os artigos 1º e 3º da Lei nº 5.120 de 20 de janeiro de 2000, que criou a comissão de estudos territoriais do estado do Piauí (CETE-PI) – composta por representantes da Alepi, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – cujo objetivo é determinar os ajustes dos limites territoriais entre municípios piauienses combinando com 10 inciso I, alínea ás letras “a”, “g” e “h” e os artigos 17 e 18 do regimento interno da comissão e acordado com as autoridades.