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Tiro disparado por PM que matou menina de 9 anos impede pedreiro de trabalhar

Pedreiro ficou sem conseguir trabalhar após os tiros (Foto: Reprodução/TV Clube)
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O ajudante de pedreiro Francivaldo Silva ainda caminha com dificuldades desde que sofreu três tiros disparados pelo policial militar Aldo Barbosa Dornel, indiciado por matar a tiros a menina Emilly Caetano, de 9 anos, no dia 26 de dezembro de 2017. O policial responde processo por lesão corporal grave pelos tiros disparados contra Francivaldo.

O caso aconteceu em julho de 2016. A Polícia Militar foi acionada para conter o ajudante de pedreiro, que estaria agredindo os avós dentro de casa, na vila Uruguai, zona Leste de Teresina. Francilvado conta que estava bebendo água na cozinha de casa quando ouviu a ordem do policial.

“No momento em que estava terminando de beber água ele falou ‘bota a mão na cabeça!’. Quando foi para eu virar para olhar para ele, foi a hora que ele efetuou os três disparos contra as minhas pernas, e eu caí no chão”, relembra o ajudante de pedreiro.

Francivaldo precisou colocar placas de platina nas pernas por conta das fraturas causadas pelos tiros. Um disparo que atingiu o joelho esquerdo do ajudante de pedreiro causou a debilidade permanente do membro.

“Eu tenho certeza de que não vou ser mais a mesma pessoa de jeito nenhum”, disse Francivaldo Silva. O processo por lesão corporal grave corre na 9ª Vara Criminal, com sede no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

O caso
O soldado Aldo Dornel está preso no Presídio Militar desde o dia 26 de dezembro, quando disparou várias vezes contra o carro da família da menina Emilly Caetano, de nove anos. A menina foi atingida com dois tiros nas costas e morreu horas depois no Hospital de Urgências de Teresina (HUT). A mãe da menina, a dona de casa Daiane Caetano, sofreu um tiro no braço, e o pai, o cantor Evandro Costa, foi atingido na cabeça e perdeu a audição do ouvido esquerdo.

Em 2010, quando ingressava na Polícia Militar, o soldado reprovou no exame psicotécnico. O exame apontou que o soldado tinha deficiências de controle emocional, ansiedade, impulsividade e disciplina. Uma liminar garantiu que Aldo e mais cinco reprovados conseguissem entrar na PM.

A liminar foi revogada seis anos mais tarde pelo juiz Rodrigo Alaggio Ribeiro, mas o PM continuou trabalhando. O comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto Gomes disse que a instituição ainda não foi informada da decisão.

O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios, que concluiu o inquérito policial na sexta-feira (5) e o encaminhou para a Vara de Inquéritos do Tribunal de Justiça. Um Inquérito Policial Militar também foi aberto no âmbito da corporação.

G1

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