
Na manhã desta sexta-feira (20), mototaxistas de Picos foram às ruas em protesto por melhores condições de trabalho e por mais atenção da gestão municipal. A principal reclamação dos profissionais é a falta de estrutura oferecida pela Prefeitura e o avanço da atuação clandestina na cidade.

Segundo o mototaxista Jairo Sousa, um dos organizadores do movimento, a gestão atual tem deixado a categoria desamparada, mesmo cobrando rigorosamente os tributos. “Todo mês de janeiro somos obrigados a pagar o alvará, mas até agora, já estamos chegando em julho e não recebemos nem os coletes. A gestão passada fornecia dois por mototaxista. Essa não mostra compromisso”, afirmou.
Jairo também destacou que muitos colegas estão com o alvará atrasado por questões financeiras e pediu mais compreensão da administração municipal. “Pedimos que permitam que a gente pague só um dos alvarás atrasados, não todos de uma vez. A gente só quer voltar a trabalhar”.

Para além das dificuldades estruturais, a categoria denuncia o descaso na fiscalização da atividade clandestina. O mototaxista Jocildo Lopes apontou falhas sérias no processo de identificação e fiscalização. “Hoje, qualquer um compra um colete e se passa por mototaxista. Precisamos de algo mais, uma placa identificadora, algo que destaque nossas motos. Porque, do jeito que está, o clandestino se infiltra no nosso meio e coloca em risco a segurança da população”.
Jocildo relatou ainda que, nas fiscalizações, os agentes costumam abordar apenas os mototaxistas regularizados. “Eles vão direto na gente e não fazem nada com quem está lá de forma irregular. Isso é injusto e constrangedor”.
O senhor Luiz Gonzaga, também mototaxista da cidade, reforçou o apelo por retorno por parte do poder público. “A gente paga o alvará, mas não vê benefício. Os clandestinos estão dominando, colocando colete e se passando por nós. Se algo acontecer, a culpa cai em cima da gente”.
Luiz também fez um alerta sobre riscos à imagem da categoria. “Tem clandestino que anda até embriagado, e isso mancha quem trabalha certinho. O que a gente quer é só duas coisas: colete padronizado e fiscalização. Se cobram da gente, também têm que apoiar”.
O grupo afirma que seguirá mobilizado e cobrando ações concretas da Prefeitura e do Departamento Municipal de Trânsito para garantir dignidade, segurança e reconhecimento à categoria.





