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Quilombolas do Piauí têm a segunda maior taxa de analfabetismo rural do país

No Brasil, apenas 52,81% dos domicílios quilombolas urbanos contam com esgotamento adequado, frente a 84,25% entre a população urbana total.

Por: Vanessa Maria Fonte: O Dia
13/05/2025 às 12h49
Quilombolas do Piauí têm a segunda maior taxa de analfabetismo rural do país
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam desigualdades no acesso à educação e ao saneamento entre a população quilombola do Piauí em comparação com a média estadual. Os índices são mais baixos tanto em áreas urbanas quanto rurais.

No que diz respeito à educação, a taxa de analfabetismo entre a população quilombola residente em área urbana do estado é de 19,95%, enquanto a média para toda a população urbana piauiense é de 12,19%, uma diferença de quase 8 pontos percentuais. Na zona rural, a diferença é menor, mas ainda presente: 30% dos quilombolas são analfabetos, contra 28,75% da média da população rural do estado.

A média geral de analfabetismo entre os quilombolas no Piauí é de 28,75%, superior à média estadual total, que é de 17,23%. Nacionalmente, o Piauí tem a segunda maior taxa de analfabetismo entre quilombolas residentes na zona rural, ficando atrás apenas de Alagoas.

A desigualdade também é observada quando os dados são analisados por sexo: entre os homens quilombolas que vivem em áreas urbanas, a taxa de analfabetismo chega a 22,58%, enquanto entre as mulheres é de 17,58%. Na zona rural, os números são ainda mais altos: 32,83% para homens e 27,01% para mulheres.

Além da educação, o acesso ao esgotamento sanitário adequado também é menor entre a população quilombola. Em áreas urbanas do Piauí, apenas 28,32% dos domicílios quilombolas têm acesso a soluções adequadas de esgoto, enquanto esse número é de 58,12% para a população urbana total do estado. Na zona rural, o índice é de 15,26% entre os quilombolas, contra 19,70% da média estadual.

Em escala nacional, a realidade também é desfavorável para essa população. No Brasil, apenas 52,81% dos domicílios quilombolas urbanos contam com esgotamento adequado, frente a 84,25% entre a população urbana total. Na área rural, 17,10% dos domicílios quilombolas têm acesso, enquanto a média da população total é de 25,58%.

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