
Na manhã desta sexta-feira (04), foi realizada na cidade de Picos a 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, que neste ano trouxe como lema: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.

Organizado por movimentos populares e urbanos, centrais sindicais e pastorais da Igreja Católica, o protesto teve como principais reivindicações: trabalho, moradia, terra, comida e democracia.

Em Picos, os participantes se concentraram na Igreja do Sagrado Coração de Jesus para um momento de oração e, em seguida, saíram em caminhada pelas principais ruas e avenidas da cidade. Durante o percurso, houve paradas com falas de representantes de diversos movimentos, abordando os cinco eixos temáticos.

O ato foi encerrado na Igreja Catedral de Nossa Senhora dos Remédios, onde foi celebrada uma missa em ação de graças. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano Plínio José Luz da Silva e concelebrada por vários padres que participaram da mobilização popular.

O Grito dos Excluídos e das Excluídas surgiu nos anos 1990 como contraponto à narrativa oficial das comemorações do 7 de Setembro, em um país que, segundo os movimentos que constroem a iniciativa, nunca alcançou plenamente a independência. Em Picos, as primeiras edições ocorreram dentro do desfile oficial, mas, nos últimos anos, a organização optou por realizar a atividade em dia e espaço distintos.






