
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Picos divulgou o balanço semestral das ocorrências registradas na região. Os dados foram repassados pelo chefe da 4ª Delegacia, inspetor Adel, que destacou o trabalho intenso da corporação tanto na área de segurança viária quanto no combate à criminalidade.
Segundo o inspetor, foram mais de duas toneladas de drogas retiradas de circulação na região de Picos. Entre as apreensões, chamou atenção a interceptação de 1.400 quilos de “supermaconha” (Skunk) em uma única operação. Além disso, a PRF realizou mais de 1.000 testes de alcoolemia e cumpriu diversos mandados de prisão.
No entanto, o cenário viário preocupa. De janeiro a julho de 2026, foram registrados 30 óbitos em acidentes, contra 20 no mesmo período do ano passado. “Não são estatísticas, não são números, são pessoas que infelizmente perderam suas vidas e famílias que estão sofrendo”, lamentou Adel. Ele ressaltou que as mortes, antes concentradas na região metropolitana de Picos, passaram a ocorrer com maior frequência em cidades do interior, como Oeiras, Jaicós e Alegrete.
As principais infrações continuam sendo a não utilização do capacete (581 registros), o descumprimento da Lei do Descanso por caminhoneiros e motoristas de ônibus, e as ultrapassagens em faixa contínua, que frequentemente resultam em acidentes fatais.
Como novidade, a PRF implementou o patrulhamento com motocicletas de alta cilindrada, o que facilita a abordagem de motociclistas e amplia a fiscalização em áreas de difícil acesso. “Esse grupo de motociclistas veio para somar aqui em Picos. É a primeira vez que temos esse tipo de viatura na região”, explicou o inspetor.
Adel também relacionou parte dos acidentes ao aumento do consumo de álcool em festividades como carnaval, festas juninas e até a Copa do Mundo. “Infelizmente, muitos condutores ainda insistem em dirigir alcoolizados, colocando em risco suas vidas e a de terceiros”, alertou.
“Nosso trabalho é conscientizar e falar com as pessoas para que façam a sua parte. Algo tão simples como usar o capacete pode salvar vidas”, concluiu o chefe da 4ª Delegacia da PRF de Picos.




