
O prefeito de Picos, Pablo Santos, reafirmou que a população continuará contando com transporte coletivo gratuito após a paralisação dos ônibus da empresa LDL Transportes. A concessionária, que tinha contrato válido até 2028, deixou de operar em meio a uma disputa entre antigos e novos proprietários, o que levou à devolução da concessão ao município.
“Houve um embate no passado com a empresa, tendo em vista que ela tem o poder de concessão até 2028, e houve naquele momento uma quebra unilateral do contrato mediante a não prestação de serviço da forma adequada para a nossa população”, explicou o gestor.
Segundo Santos, o novo proprietário considerou inviável manter a operação e entregou a empresa de volta ao município. “Infelizmente, o serviço não veio a ser prestado. Vinha sendo prestado, mas, por algum motivo, o outro proprietário entendeu que era inviável permanecer com a empresa e acabou entregando de volta para o município”, disse.
Diante da situação, a prefeitura acionou a Procuradoria Municipal e colocou quatro ônibus próprios para circular sem cobrança de tarifa. “A gente fez os trâmites legais e burocráticos para que pudéssemos novamente restabelecer, com passagens gratuitas aqui no município, uma frota de quatro ônibus para a população”, afirmou.
O prefeito destacou que a medida emergencial tem caráter social e busca evitar que trabalhadores e estudantes fiquem sem transporte. “O meu sentimento é que a gente possa permanecer com o transporte gratuito para a população”, declarou.
Apesar disso, Santos reconhece que a continuidade da gratuidade dependerá de decisões judiciais. “Vai haver justamente uma briga judicial para que a gente possa continuar prestando esse serviço à população”, concluiu.
A crise no transporte coletivo de Picos expõe a fragilidade da concessão e abre espaço para debate sobre o futuro da mobilidade urbana na cidade.
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