
Por volta das 13 horas, a guarnição de serviço do GPM de Belém do Piauí, subunidade da 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar, foi acionada pela vítima, identificada pelas iniciais LMDO. A mulher relatou ter sofrido uma tentativa de feminicídio por parte de seu ex-companheiro, identificado pelas iniciais M.R.D.S.F.
Segundo informações apuradas, a vítima entrou em contato com a Polícia Militar por meio do celular funcional da guarnição, relatando detalhes do ocorrido. Ela afirmou que o agressor tentou ceifar sua vida utilizando uma arma branca. Após a denúncia, os policiais se deslocaram ao endereço informado para averiguar a situação.
Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a veracidade dos fatos narrados. O suspeito foi encontrado em posse da arma branca e apresentava ferimentos, que foram resultado de uma luta corporal com o atual companheiro da vítima. Este, em um ato de defesa, teria reagido ao agressor para proteger sua parceira.
Diante do flagrante, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Jaicós, juntamente com a vítima e os materiais apreendidos. Na delegacia, foram realizados os procedimentos legais, incluindo o auto de prisão em flagrante.
A rápida intervenção da Polícia Militar foi essencial para garantir a segurança da vítima e evitar que algo mais grave ocorresse. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, e a vítima está recebendo o suporte necessário.
Registros de Feminicídios no Piauí
Infelizmente, o estado do Piauí tem enfrentado um aumento preocupante nos casos de feminicídio. Em 2024, foram registrados 40 crimes de feminicídio, um aumento de 42,9% em relação ao ano anterior, que contabilizou 28 casos. Esse crescimento reflete uma tendência nacional alarmante, destacando a necessidade de ações integradas para combater a violência de gênero.
Além disso, o Piauí possui uma das maiores taxas de violência contra a mulher no Brasil, com 7,22 casos por 100 mil habitantes em 2024. A capital Teresina lidera o número de ocorrências, seguida por Parnaíba. Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas eficazes e o fortalecimento das redes de proteção às mulheres.
A luta contra o feminicídio exige esforços conjuntos entre autoridades, sociedade civil e redes de apoio, para garantir que as vítimas tenham acesso à segurança e justiça.
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