
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, o número de trabalhadores domésticos no Brasil era de seis milhões em 2024. Desse total, 73,6% fazem serviços gerais; 11,1% são responsáveis por cuidados pessoais; e 9,8% cuidam de crianças.
No quarto trimestre de 2024, 93,5% do total de pessoas empregadas em funções domésticas eram mulheres. Elas são maioria absoluta como profissionais de cozinha, cuidadoras de crianças, cuidadoras pessoais em domicílio e nos serviços domésticos em geral.
Um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base nesses dados apontou que somente 24,4% dos trabalhadores domésticos brasileiros tinham carteira assinada em 2024. Além disso, os profissionais de cuidados pessoais a domicílio eram os que menos tinham carteira assinada no ano passado, correspondendo a 21%.
De acordo com o Dieese, um indicador historicamente associado à má qualidade dos postos de trabalho no setor de serviços domésticos é a baixa proteção social. No ano passado, 34,8% das pessoas ocupadas nessa área eram contribuintes da Previdência Social.
Em relação à situação ocupacional das pessoas ocupadas no trabalho doméstico, 45,4% delas estava contratada como diarista em 2024 e 54,6%, como mensalista. Dentre as pessoas ocupadas como cuidadoras pessoais a domicílio ou cuidadoras de crianças, há participação majoritária de profissionais contratadas como mensalistas (quase 80% das pessoas ocupadas nas duas categorias).




