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Sesapi orienta municípios sobre aplicação da vacina contra dengue e do anticorpo contra bronquiolite

Medidas reforçam segurança na imunização, definem públicos prioritários

Por: Vanessa Maria Fonte: O Dia
28/02/2026 às 12h07
Sesapi orienta municípios sobre aplicação da vacina contra dengue e do anticorpo contra bronquiolite
Foto: Reprodução

Municípios piauienses receberam novas orientações técnicas sobre a aplicação da vacina contra a dengue e do nirsevimabe, anticorpo indicado para prevenir bronquiolite causada pelo vírus sincicial respiratório, com foco na ampliação da cobertura e na segurança das imunizações.

As diretrizes foram repassadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) a coordenadores municipais, profissionais da Atenção Primária e vacinadores em atualização recente das estratégias de imunização no estado.

De acordo com as orientações, a vacina contra a dengue da farmacêutica Takeda é destinada ao público de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses e intervalo de três meses entre as aplicações.

Já o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan é indicado para pessoas de 15 a 59 anos, em dose única. A meta estabelecida é alcançar 90% de cobertura vacinal entre os públicos definidos, considerados prioritários para reduzir o impacto da doença.

As recomendações reforçam que a vacinação deve ser realizada exclusivamente em unidades de saúde, garantindo controle da cadeia de frio, registro adequado e acompanhamento clínico dos pacientes. Também foi destacado que o esquema iniciado deve ser concluído com o mesmo imunizante, evitando falhas de proteção e inconsistências no calendário vacinal.

No caso do nirsevimabe, anticorpo utilizado na prevenção da bronquiolite associada ao vírus sincicial respiratório, a orientação é ampliar a proteção de crianças elegíveis, sobretudo diante do aumento sazonal de casos de infecções respiratórias. A medida busca reduzir internações e complicações graves, especialmente em grupos mais vulneráveis.

Durante a atualização, profissionais foram orientados sobre o monitoramento e a notificação de possíveis eventos adversos, como anafilaxia, trombose e síndrome de Guillain-Barré, por meio do sistema e-SUS Notifica, seguindo protocolos do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vigilância epidemiológica também deve acompanhar situações de aplicação fora da faixa etária recomendada ou em gestantes.

A coordenadora estadual de imunização, Bárbara Pinheiro, afirmou que a qualificação das equipes é essencial para garantir a eficácia das campanhas. Segundo ela, “o objetivo é garantir segurança na aplicação, ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a confiança da população”.

As orientações fazem parte de ações para enfrentamento da dengue e fortalecimento das estratégias de imunização. A ampliação do acesso e a correta aplicação dos imunizantes são consideradas fundamentais para reduzir a circulação de vírus e evitar sobrecarga no sistema de saúde, sobretudo em períodos de maior incidência de doenças sazonais.

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