
Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Picos (Sintracs) abriram oficialmente as negociações para o reajuste salarial dos comerciários. A entidade, presidida por Marcos Holanda, apresentou proposta de acréscimo de 9% sobre os salários atuais. Já o sindicato patronal ofereceu reajuste escalonado: 4,78% de janeiro a junho e 6,79% de julho a dezembro, percentual equivalente ao aumento aplicado pelo governo federal ao salário mínimo.
A primeira reunião ocorreu de forma presencial no Ministério do Trabalho, mas não houve consenso. Uma nova rodada está marcada para o dia 13 de janeiro. Além do reajuste, os patrões propuseram conceder dois dias de folga no Carnaval (segunda e terça-feira), em troca da escolha de um feriado pelo sindicato.
“Nós pedimos 9%, mas o governo já sinalizou com 6,79%. Se chegarmos a esse valor, não estaríamos perdendo nada, estaríamos ganhando alguma coisa”, afirmou Marcos Holanda.
O presidente reforçou que o percentual deve valer para todos os trabalhadores, inclusive os que recebem acima do piso. “Não temos interesse em fazer uma convenção coletiva onde o trabalhador possa ter prejuízo. Ou o percentual é para todo mundo, ou vamos repensar essa situação”, destacou.
Holanda também lembrou a importância da atuação sindical na cidade, citando conquistas como o fechamento de supermercados em cinco feriados anuais — medida rara em grandes redes do país.
“Imagine se essa cidade não tivesse sindicato. O trabalhador não teria garantias de feriados, nem remuneração maior. Nosso papel é assegurar direitos e evitar perdas”, disse.
Caso não haja acordo na próxima reunião, o Sintracs não descarta recorrer novamente ao dissídio coletivo, como já ocorreu em 2021.




