
A notícia da morte do Papa Francisco abalou profundamente fiéis do mundo inteiro. Conhecido por sua postura acolhedora e por quebrar protocolos tradicionais do Vaticano, o papa deixa um legado marcado pela compaixão, simplicidade e proximidade com os mais necessitados.
O Papa Francisco ficou conhecido como o "Papa das periferias", não apenas por visitar locais improváveis para um pontífice como o Iraque, a Colômbia, ou mesmo sua histórica mediação na reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos mas também por acolher com gestos surpreendentes pessoas em situações de marginalização social ou religiosa. Em diversas ocasiões, desafiou o conservadorismo com atitudes ousadas e humildes, reforçando a imagem de um líder espiritual acessível, quase paternal.
Durante seus períodos de internação, como no Hospital Gemelli, em Roma, orações e vigílias espontâneas aconteceram tanto na Praça São Pedro quanto na porta do hospital. “As pessoas têm o Papa como um pai, uma figura muito próxima. Houve rosários, orações constantes... As pessoas têm um bem querer muito grande por ele”, comentou o pároco da Igreja de São José Operário, Padre Danilo.
Segundo o sacerdote, a perda do Papa representa não apenas um momento de luto para a Igreja, mas também para toda a humanidade que enxergava nele um exemplo de fé viva. “Isso significa a esperança da vida eterna, evidentemente. Rogamos a Deus que, com seu amor misericordioso, o acolha. Ele foi um grande servo da nossa Igreja”, disse o padre.
Francisco será lembrado por seu profundo ensinamento sobre o amor misericordioso de Deus, sua defesa pela justiça social e pelos inúmeros gestos que marcaram sua trajetória como o Papa da Misericórdia. Agora, como explicou Padre Danilo, os fiéis seguirão celebrando missas em sufrágio de sua alma e aguardando, com oração, a eleição do novo pontífice.




