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Piauí tem mais de 900 pacientes na fila de espera por órgãos; estado bate recorde de transplantes em 2025

Estado registrou aumento nos procedimentos nos últimos anos, com 183 procedimentos apenas entre janeiro e junho deste ano

Por: Vanessa Maria Fonte: G1 Piauí
09/09/2025 às 11h44
Piauí tem mais de 900 pacientes na fila de espera por órgãos; estado bate recorde de transplantes em 2025
Foto: Reprodução

O Piauí tem 919 pacientes aguardando por um transplante de órgão — 508 pacientes aguardam transplante de rim e 411 esperam por uma córnea. Os procedimentos tiveram recorde entre janeiro e junho de 2025, quando 183 transplantes foram realizados no estado, segundo a Secretaria de da Saúde (Sesapi).

De acordo com a Central de Transplantes do Piauí, o número de transplantes cresceu nos últimos dois anos. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram 29 transplantes de rim — três com doadores vivos e 26 com doadores falecidos — e 154 de córnea.

No primeiro semestre de 2023, foram 15 doações de múltiplos órgãos, 88 transplantes de córnea e 18 de rim. Em 2024, os números aumentaram: 21 doações de múltiplos órgãos, 136 transplantes de córnea e 21 de rim.

“Atingimos os melhores índices da nossa série histórica. Se mantivermos a mesma proporcionalidade no segundo semestre, teremos recordes em doações de múltiplos órgãos, transplantes de córneas e de rins, no estado”, comentou a coordenadora da Central de Transplantes, Lourdes Veras.

Autorização eletrônica para doação de órgãos

Desde abril de 2024, quem quer ser doador de órgãos pode manifestar e formalizar a sua vontade por meio de um documento oficial, feito digitalmente, reconhecido em cartório.

O processo é completamente digital, a partir do site www.aedo.org.br. Basta acessar o formulário, preencher e enviar. Depois disso, o documento é enviado a um cartório que vai acionar o doador para confirmar os dados em uma chamada de vídeo. A declaração não tem custo.

Depois da declaração, a Central Nacional de Doadores de Órgãos vai saber, a partir da consulta por CPF, que a pessoa é doadora e, com isso, avisar a família antes da decisão.

Nova carteira de identidade tem registro de doador

Com a nova Carteira de Identidade, é possível se identificar, no verso, como doador órgãos após a morte.

Para isso, a pessoa precisará informar, na hora de fazer o novo documento, que quer a inclusão desse dado. Com isso, é possível que ao consultar a sua identidade, a equipe médica saiba do desejo de doação e apresente à família antes da decisão.

Doação só acontece com autorização da família

De acordo com a legislação brasileira, mesmo com a decisão da pessoa de doar os órgãos, em caso de morte, a palavra final é da família, ou seja, não é possível garantir efetivamente a vontade do doador.

Sendo assim, o diálogo com a família e amigos é essencial para que o desejo seja respeitado, dizem os médicos que trabalham com transplantes de órgãos.

A legislação – lei n° 9.434/2007, regulamentada pelo decreto n° 9.175/2017 – define que a família tem a decisão final, não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade.

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