
O prefeito de Picos, Dr. Pablo Santos, encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que propõe a readequação do organograma da gestão municipal, com a criação de novas secretarias. A medida tem como objetivo ampliar a capacidade administrativa da prefeitura e atender demandas específicas da população, como a causa animal, o combate às drogas e a juventude.
Apesar de ter votado favoravelmente à proposta, o vereador Afonso Guimarães, o Afonsinho, único parlamentar de oposição, fez ressalvas quanto à criação da Secretaria de Estradas e Rodagens. Para ele, a nova pasta não apresenta justificativa técnica suficiente e poderia ter suas funções absorvidas por outras já existentes.
“Algumas secretarias eu vejo com bons olhos, porque vêm atender o receio da população, como a Secretaria dos Animais, de Combate à Droga, da Juventude. Mas a Secretaria de Estradas e Rodagens, no meu ponto de vista, não acrescenta em nada ao município. Já temos a de Trânsito, Obras e Agricultura que abrangem essa necessidade”, afirmou Afonsinho durante sessão.
O parlamentar também destacou a importância do diálogo e da transparência no processo legislativo. “Estou aqui para somar, para ajudar a Prefeitura de Picos, o prefeito, como vereador. E não irei me calar daquilo que eu acho, porque estou sozinho na oposição. A população precisa saber a realidade do que está se passando nessa casa”.
Por outro lado, o vereador Francisco das Chagas, o Chaguinha, integrante da base aliada, defendeu o projeto e ressaltou que a ampliação da estrutura administrativa é fruto de um compromisso assumido pelo prefeito desde o início do mandato.
“O prefeito tinha um compromisso de fazer essa ampliação. Com a criação da Secretaria de Estradas, vamos melhorar a estrutura das vias, especialmente as vicinais da zona rural. A Secretaria de Obras não tinha estrutura para isso, e agora teremos uma pasta exclusiva para atender essa demanda”, explicou.
Chaguinha também destacou que a criação das novas secretarias permitirá uma melhor distribuição de recursos e maior eficiência na prestação de serviços. “A causa animal, por exemplo, não estava sendo atendida nem pela Secretaria de Saúde nem pela do Meio Ambiente. Com uma secretaria exclusiva, teremos mais agilidade e foco para resolver esse problema”.
Quanto à saúde financeira do município, ambos os vereadores concordam que há condições para absorver os custos das novas secretarias. Afonsinho pondera que o prefeito deve estar articulando aumento de arrecadação e captação de emendas parlamentares, enquanto Chaguinha garante que há planejamento e organização desde o início do ano.
“O prefeito está pagando servidores e fornecedores em dia. Existe um planejamento e controle interno rigoroso. A criação das secretarias está dentro dessa organização”, concluiu Chaguinha.
O Projeto de Lei segue em tramitação na Câmara e deve ser votado nas próximas sessões.




