
Os catadores de produtos recicláveis de Picos voltaram a se reunir com o procurador geral do município, Expedito Neiva, na manhã desta segunda-feira (18) para debater os problemas que a categoria vem enfrentando. Durante o encontro, os profissionais expuseram transtornos relacionados à distribuição de cestas básicas e, mais uma vez, cobraram o retorno das atividades.

Segundo a catadora Maria Teresa, o principal tema da reunião foi o retorno do trabalho. Ela também afirmou que a conclusão do problema vem sendo constantemente adiada pela gestão pública. “Estamos aqui, na verdade, nem é tanto pelo auxílio e a cesta básica. O foco aqui é o trabalho [...] porque a gente está sendo jogado de um lado para o outro. A gente vem um dia, colocam para outro. [...] Vai mudando [adiando] e no fim nada. Estamos todo mundo ‘na mão’”.
O catador Valdek Galdino destacou a falta de assistência com os catadores e a falta de consenso entre as partes envolvidas. “A gente está aqui tentando ver se consegue trabalhar. Mas estou vendo que a coisa é bem burocrática. [...] A gente sabia que vinha esse projeto para Picos [...] e tudo bem, mas que tivesse uma forma de dar cobertura às pessoas que vivem da reciclagem. Porque também é um trabalho. [...] Eu acredito que deveria existir um bom senso das partes”.
O catador Genivan Sousa, por sua vez, alegou que não recebeu a cesta básica fornecida pela gestão municipal. “Nunca entregaram nenhuma cesta básica para mim e nem para nenhum dos que estão aqui. E as que entregaram eram com 1kg de arroz, 1 lata de óleo e coisas mínimas, que não dão nem 40 reais. [...] Eu queria que fosse resolvido o problema, que autorizassem-nos a trabalhar”.
A gestão do prefeito, Pablo Santos, afirmou que pretende criar um auxílio financeiro para os trabalhadores. Ao portal Grande Picos, o catador Raimundo Lorival falou sobre os encaminhamentos tirados do encontro desta segunda.

“Pelo o que eles falaram, tem que levar esse projeto para a câmara. Vão iniciar o projeto hoje e a gente vai pegar o número de cadastro. [...] Depois de iniciado, leva [o projeto] para a câmara. Se for aprovado, conforme a votação, [...] o prefeito já inicia o pagamento para a gente. Só que para isso tem que ter o número de catadores [...] para verificar quantos são e mandar dentro do projeto que eles estão estudando”.
O procurador Expedito Neiva falou sobre as ações da gestão para resolver o impasse.

"Nós estamos tentando resolver com o que nos é possível fazer. Temos boa vontade, temos a ideia de solucionar isso o mais breve possível. [...] Dia 1° de agosto tivemos uma reunião no auditório do PREMEN. [...] A ideia do município era facilitar o encontro entre catadores e o SEBRAE [...] para que eles pudessem se organizar, de maneira regular e válida, para que quando a coleta seletiva fosse implementada eles já estivessem regularmente constituídos enquanto associação cooperativa. [...] Era bom que quando fosse para implementar essa coleta essa categoria dos recicladores já estivessem associativada para que pudéssemos iniciar esse processo de inclusão deles", afirmou o procurador.
Confira as entrevistas
Genivan
Teresa
Expedito Neiva
Raimundo
Valdeck




