24°C 39°C
Picos, PI
Publicidade

Metade do valor previsto pelo governo federal para estradas no Piauí não chega aos municípios, revela CNM

O valor executado representa 47% do que foi prometido, deixando prefeituras sem recursos para manter vias de transporte e escoamento da produção agrícola

Por: Vanessa Maria Fonte: O Dia
13/08/2025 às 12h20 Atualizada em 13/08/2025 às 12h25
Metade do valor previsto pelo governo federal para estradas no Piauí não chega aos municípios, revela CNM
Foto: Assis Fernandes/O Dia

Nos últimos 30 anos, o governo federal previu repassar R$ 591 milhões para a manutenção de estradas vicinais no Piauí, mas apenas R$ 275,4 milhões chegaram efetivamente aos municípios, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O valor executado representa 47% do que foi prometido, deixando prefeituras sem recursos para manter vias essenciais ao transporte de pessoas e ao escoamento da produção agrícola.

Essas estradas, geralmente não pavimentadas, somam 11.019 km no estado e necessitam de R$ 122,7 milhões por ano para manutenção adequada. Na prática, o gasto anual informado pelas prefeituras piauienses é de R$ 32,7 milhões, o equivalente a 26,7% do custo estimado.

No estado, a insuficiência de verbas compromete o transporte escolar, o deslocamento de pacientes para atendimento médico e o escoamento de grãos e outros produtos do campo.

Além disso, quando a manutenção é feita sem tratamento ambiental adequado, os custos a longo prazo tendem a ser ainda maiores. Segundo a pesquisa, um tratamento completo custaria R$ 36 mil por quilômetro, o que elevaria a necessidade anual do Piauí para aproximadamente R$ 396 milhões, 12 vezes o que é gasto atualmente.

O cenário no Piauí reflete uma dificuldade enfrentada em todo o país. De acordo com a CNM, municípios brasileiros desembolsam, juntos, cerca de R$ 3,6 bilhões por ano para conservar estradas vicinais, mas recebem, em média, R$ 371 milhões da União. Esse valor corresponde a pouco mais de 10% do gasto municipal declarado e a apenas 1,5% do necessário para manter toda a malha nacional, estimada em 1,969 milhão de quilômetros.

A disparidade entre o custo real e os repasses federais tem consequências diretas: precariedade no acesso a serviços públicos, encarecimento do transporte de mercadorias e perda de competitividade da produção agrícola.

Recomendações da CNM

A CNM defende novas formas de financiamento, como fundos tripartites com participação da União, estados e municípios, além de parcerias público-privadas e consórcios intermunicipais. A entidade também aponta soluções sustentáveis, como o uso de resíduos da construção civil para baratear obras e reduzir impactos ambientais.

“Vale lembrar que grande parte da malha viária do país é constituída de estradas vicinais e a manutenção é de responsabilidade dos Municípios. No entanto, a falta de recursos para que as prefeituras possam fazer frente às obrigações compromete os direitos sociais básicos da população previstos na Constituição Federal, bem como o desenvolvimento local e nacional”, finalizou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Picos, PI
28°
Tempo nublado
Mín. 24° Máx. 39°
27° Sensação
1.99 km/h Vento
37% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h19 Nascer do sol
17h49 Pôr do sol
Segunda
37° 25°
Terça
39° 24°
Quarta
38° 26°
Quinta
39° 25°
Sexta
37° 25°
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,33 -0,02%
Euro
R$ 6,18 -0,11%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 513,785,78 -0,24%
Ibovespa
159,072,13 pts 0.45%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Enquete
...
...
Publicidade
Anúncio