
Após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária (Influenza Aviária H5N1) em aves domésticas no município de Quixeramobim, no Ceará, a Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi), intensificou as ações de vigilância e prevenção em todo o território piauiense.
Entre as medidas adotadas, estão: a ampliação das barreiras sanitárias nas fronteiras com o Ceará, reforço das fiscalizações nas propriedades e atualização dos cadastros sanitários. A Adapi também tem intensificado a coleta de amostras em granjas e criadouros de subsistência, que são encaminhadas para análise laboratorial.
Até o momento, todas as amostras testadas no estado deram resultado negativo para a Influenza Aviária. A Adapi reforça que o consumo de carne de frango e ovos continua seguro, desde que os produtos sejam corretamente manipulados e cozidos. Produtores e criadores devem notificar imediatamente qualquer mortalidade anormal de aves ou sintomas respiratórios suspeitos.
Em caso de detecção da doença no estado, as medidas previstas incluem o isolamento imediato da área, eliminação dos focos, intensificação da fiscalização num raio de até 10 km da localidade afetada e atuação conjunta com outras instituições e agências de defesa.
O Piauí está, desde maio, em estado de emergência zoossanitária, com validade de 180 dias, o que garante mais agilidade na adoção de medidas protetivas. A partir da confirmação do caso no estado vizinho, a Adapi redobrou o monitoramento de granjas comerciais, criações de subsistência e pontos estratégicos de trânsito de aves e produtos avícolas, especialmente nas regiões de divisa com o Ceará.
Segundo o secretário da Sada, Fábio Abreu, embora o Piauí não tenha registrado casos da doença, o momento exige atenção máxima.




