
O período mais quente do ano ainda não começou, mas boa parte do território piauiense já está sofrendo as consequências da combinação de altas temperaturas, baixa umidade e alta incidência solar. Até esta quarta-feira (16), o Estado tinha 62 focos de incêndio ativos sendo monitorados pela Defesa Civil.
A informação foi divulgada pelo Centro de Monitoramento e de Riscos e Desastres. Os 62 focos estão ativos desde segunda-feira (13) e ameaçam chegar a áreas urbanas de municípios populosos. Segundo o coordenador do Centro de Monitoramento, Michel Francisco, em pelo menos cinco municípios a situação é mais crítica, são eles: Uruçuí, Bertolínia, Jerumenha, Floriano e Baixa Grande do Ribeiro.
“A gente está com focos ativos em Uruçuí, Bertolínia, Jerumenha, Floriano e Baixa Grande do Ribeiro. Estes focos estão chegando a áreas urbanas próximas a rodovias estaduais e federais, o que gera um problema muito grande para a população por conta da fumaça e dos transeuntes nestas vias de tráfego. E principalmente para a produção agrícola da região, que é impactada diretamente pelo aumento da temperatura e dispersão de possíveis canais de umidade, ou seja, chuva. Uma chuva que já é deficiente neste período”, afirma Michel.
Do início de junho até o dia 15 de julho - ou seja em um mês e meio -, o Piauí já registrou 690 focos de incêndio em região de vegetação. A média é de pelo menos 15 focos por dia. A maioria dos casos está concentrada na região Sul do Estado.
Segundo a Defesa Civil, as primeiras horas do dia são as mais críticas para a ocorrência de queimadas. Isso, porque é pela manhã que se desenvolvem atividades agropastoris que envolvem a limpeza de terrenos para uso pelas colheitas. Essa limpeza muitas vezes é feita com a queima do terreno, que pode sair de controle e se tornar um incêndio de grandes proporções.




