
O 4º Grupamento de Bombeiros Militar de Picos divulgou um relatório que alerta para o aumento significativo de incêndios na região nos primeiros 15 dias de julho. Segundo o comandante da corporação, capitão Rangel Martins, foram registradas 31 ocorrências de incêndios de vegetação, uma média de dois atendimentos por dia.
“Entramos nos 14 primeiros dias do mês com 31 ocorrências, ou seja, já uma média de atendimento de duas por dia aqui na nossa região”, destacou o comandante. “Esse é o período que tende a aumentar bastante”.
Com a chegada da estiagem, que marca o segundo semestre conhecido como temporada das queimadas, o comandante alerta que os meses de agosto e setembro devem atingir o pico de ocorrências. A previsão é ultrapassar 100 chamados mensais.
“Se julho fechar com 60 ou 70 casos, agosto e setembro devem dobrar esse número. Só a partir de outubro é que esperamos uma queda nas ocorrências”, explica.
Além do combate direto às chamas, o trabalho dos bombeiros também envolve ações educativas. Segundo o capitão, mais de 50 palestras foram realizadas este ano com foco na prevenção, incluindo temas como incêndios e primeiros socorros.
“Mais de 90% das ocorrências têm origem humana. Seja acidental ou intencional, ambas são evitáveis. A prevenção tem que ser prioridade”, afirma.
Outro ponto preocupante é a concentração de incêndios na zona urbana, em terrenos baldios. Os bombeiros pedem que os proprietários colaborem realizando limpeza regular dos lotes para evitar a propagação do fogo, que pode ameaçar construções vizinhas e afetar a saúde da população.
“Fazer queimadas é crime ambiental. Os riscos vão desde prejuízos à saúde até danos ao patrimônio e ao meio ambiente. Às vezes o fogo foge do controle e coloca em perigo todo um bairro”.
O capitão orienta a população rural e tradicional que utiliza fogo para preparo do solo a procurar os órgãos ambientais locais para autorização e planejamento correto.
“Com aceiros e orientações adequadas, é possível prevenir que o fogo ultrapasse os limites da propriedade e cause prejuízos a terceiros”, finaliza.
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