
O prefeito Dr. Pablo Santos (MDB) continua se fortalecendo na Câmara Municipal. O gestor conta com o apoio de 16 dos 17 vereadores. A eleição do próximo ano poderá trazer ondas gigantes no mar da política picoense. Caso isso ocorra, será que a balsa do mandatário suportará todo o peso nela contido?

A vereadora Noêmia Marques (Progressistas) foi mais uma parlamentar eleita no palanque do ex-prefeito Gil Paraibano (Progressistas) que não resistiu aos encantos da gestão do prefeito Dr. Pablo Santos (MDB) e disse “sim” para a administração do emedebista. A vereadora é a terceira adesão que Dr. Pablo conseguiu para defender seu governo na Câmara Municipal.
Assim como os antecessores que subiram as escadarias do Palácio Coelho Rodrigues (sede do Poder Municipal), Noêmia Marques creditou seu embarque no barco governista à atitude do deputado Aldo Gil (Progressistas), que decidiu não tentar renovar seu mandato. Ela agradeceu o apoio que recebeu do deputado e do ex-prefeito durante sua eleição, mas garantiu que, de agora em diante, joga no time “PFC” — Pablo Futebol Clube.

Após o salto de Noêmia, na bancada oposicionista resta apenas o vereador Afonsinho (Progressistas). Será que ele está, como diz um trecho da música “Sozinho”, composta por Elias Muniz e Luiz Carlos, “no silêncio da noite, sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois”? Afonsinho declarou que foi procurado por diversos deputados, mas que aguardará a orientação do senador Ciro Nogueira.
Pode até parecer que sim, mas a chegada da vereadora Noêmia Marques não agradou nadinha a parte da base aliada de Dr. Pablo. Após o mandatário divulgar uma postagem com foto em suas redes sociais afirmando que o acordo havia sido selado, o que se viu nos arredores da prefeitura foi muito chororô e caso houvesse um córrego por perto, as lágrimas dariam até para perenizar o Rio Guaribas.

O suplente de vereador Beron Filho (PSB) deu a largada no trabalho em prol da pré-candidatura de “Toninho de Caridade” — ex-presidente da Associação Piauiense de Municípios — no município de Picos. O pré-candidato cumpriu agenda na “Capital do Mel” e foi apresentado por Beron a parte de suas lideranças. Beron Filho afirmou à coluna que tem se esforçado ao máximo para que o psdista obtenha uma boa votação e, assim, mostrar que os votos recebidos na eleição passada foram, em grande parte, por mérito próprio.


Os vereadores irmão Zé Luís (MDB) e Wellington Dantas (PT) deram um aperitivo dos embates que prometem marcar a campanha eleitoral do próximo ano. O petista fez duras críticas aos congressistas que votaram pela derrubada do veto do presidente Lula ao Projeto de Decreto Legislativo que elevava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foi aí que o “abençoado”, como é chamado o vereador, pediu uma questão de ordem para rebater as afirmações do petista. Irmão Zé Luís possui um perfil conservador e sempre foi crítico dos governos de Luiz Inácio.
O vereador Wellington Dantas recebeu solidariedade do camarada Antônio Moura (PCdoB). Já o “abençoado” teve sua tese defendida por Afonsinho e Eriberto Barros, ambos do Progressistas. Ao que tudo indica, a harmonia existente entre Wellington e Zé Luís nos planos estadual e municipal será deixada um pouco de lado na eleição do ano que vem. A toada será: “faz o L” e “viva o MITO”.

Ainda faltam três anos e meio para as eleições municipais, mas comenta-se lá pelas bandas de Sussuapara que tem um filho da terra com muita disposição para ser a famosa “mosca na sopa” no projeto do prefeito Dr. Naerton Moura de eleger seu sucessor.
Dr. Naerton possui uma base aliada robusta. Conta com o apoio dos nove vereadores com assento na Câmara Municipal. Além disso, o gestor desfruta de ampla aprovação. Segundo um sussuaparense atento à política local, derrotar o emedebista será uma missão bem espinhosa.
Segundo fontes de dois municípios, os prefeitos dessas cidades estão enfrentando dificuldades para entregar tudo o que prometeram aos deputados que irão apoiar na eleição de 2026. Existem até integrantes do grupo político dos prefeitos fechando com postulantes diferentes dos indicados por eles.
Em um desses municípios, lideranças estão pedindo “licença” às suas chefias para pedir votos a pelo menos um deputado que não é o indicado pelo prefeito. Resta saber se os gestores concederão a tal licença.

Quem anda meio fora do circuito político é o ex-prefeito de Picos, padre Walmir Lima. O religioso pretende votar em Severo Eulálio para deputado estadual e em Marcos Aurélio para deputado federal. Segundo um ex-aliado de Walmir, as “barbeiragens” cometidas por ele na eleição de 2020 criaram obstáculos que o impedem de subir em um futuro palanque governista.





