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Se antes a presença de um policial armado – mesmo de folga – era motivo de “segurança” para os donos de eventos, agora virou dor de cabeça.

Diante dos últimos episódios em festas carnavalescas em Teresina, as forças policiais resolveram adotar ações para impedir confusão envolvendo policiais seja civil, militar ou federal.

Em reunião na manhã desta quarta-feira (17), na sede do quartel da Polícia Militar do Piauí, ficou acordado que será proibida a “carteirada” por parte dos policiais. A “carteirada” é um recurso que profissionais que, valendo-se de suas qualidades, exigem tratamento diferenciado. Eles usam sua carteira profissional para ter livre acesso a festas, boates e prévias carnavalescas.

Participaram da reunião as Policias Militar, Civil, Federal, Rodoviário Federal, Exército e agentes prisional. Os representares de bares, boates e eventos carnavalescos também participaram da discussão.

Foi esclarecido para os donos de eventos que os policiais não têm livre acesso em festas particulares. Eles precisam pagar para entrar. E que alguns proprietários de casas de shows fazem concessão de livre acesso por conta deles.

O coronel Alberto Menezes, coordenador geral de operações da Polícia Militar do Piauí, informou que a instituição quer adotar um aplicativo para identificar os policiais armados em festas. É no mesmo modelo do que existe no Estado do Amazonas chamado de “Balada Segura”.

Ficou acordado que os proprietários de casas de shows e organizadores de evento vão destinar uma sala para os policiais guardarem suas armas. Não será proibido entrar com pistolas, mas o policial terá opção de deixá-la em um lugar seguro no estabelecimento privado. Será obrigatória a sua identificação.

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