Assembleia do sindicato (Foto: Simpolpi)

A Polícia Civil pode retornar à greve em até 30 dias, contados desde o dia 29 de maio – data que foi decidida o fim da paralisação. De acordo com o presidente regional do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (SIMPOLPI), Joel Joaquim dos Santos, as demandas da categoria não foram atendidas pelo Governo do Estado.

Segundo ele, os agentes só retornaram às atividades por conta de uma liminar que decretou a ilegalidade do movimento. Os policiais estavam em greve desde o dia 03 de abril.

“A greve foi decidida dia 03 de abril e dias após, o governo não chamou para nenhuma proposta, nenhum diálogo, nos menosprezou, não demonstrou nenhuma preocupação com a segurança pública e nem com a sociedade e está aí o caos. E pediu a ilegalidade da greve ou a ocupação dos militares ocupando o lugar dos civis na delegacia. […] E com 56 dias de greve, de forma estranha para nós, o desembargador Alencar concedeu uma liminar, decretando a ilegalidade da greve”, informou.

Presidente regional do SIMPOLPI, Joel Joaquim dos Santos

O retorno às atividades foi decidido em uma assembleia realizada em Teresina com representantes do Simpolpi.

“Nós fizemos uma assembleia terça-feira (29) da semana passada e suspendemos o movimento, vamos esperar 30 dias, esperar o julgamento do dissídio de 2015, porque o desembargador pulou e julgou e concedeu a liminar de 2018. Nós vamos esperar 30 dias o julgamento, caso não aconteça, vamos fazer uma nova assembleia para deliberarmos alguma coisa […]. Daqui a 21dias nós voltamos a fazer uma nova assembleia e caso não tenha sido jugado é quase certeza que será deliberado algum movimento paredista, que não seja greve, mas um ‘cumpra-se a lei’, ‘polícia legal’, parados não podemos ficar diante de um prejuízo como esse”, destacou.

Joel Joaquim conta ainda que as reinvindicações são referentes, não apenas às demandas de 2018, mas também das solicitações feitas durante uma greve deflagrada ainda em 2015 e que nunca foram atendidas.

“O problema não foi resolvido e parece que não está fácil de resolver, porque o governo, irresponsavelmente, nem cumpriu o dissídio do dia 01 de maio de 2015, que foi assinado por ele e seu secretariado, no tribunal, isso ganhou força de lei e passou 2015,2016 e 2017 e ele [governador] não deu a menor importância”, reclamou Joel.

REIVINDICAÇÕES

A categoria cobra do governo o cumprimento do processo de dissídio coletivo de greve (Nº 2015.0001.004632-5) acordado no ano de 2015. Três anos depois, o governo do Estado continua ignorando a decisão judicial, principalmente o item 7 (letras A e D) do processo, que são referentes ao reajuste salarial para o triênio de 2016-2017-2018 e a relação do maior e menor salário dentro da Polícia Civil.

Em Picos há ainda solicitações referentes à estrutura física das delegacias, como reestruturação de viaturas, mais agentes para atuar na delegacia, que atende Picos e cidades da região e questões de salubridade.

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