Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução
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A filiação do presidenciável Jair Bolsonaro ao PSL deve causar uma reviravolta nos planos do partido no Piauí. A legenda que tem como presidente estadual, Sérgio Bandeira, filho do vereador Ricardo Bandeira e velho aliado do prefeito Firmino Filho (PSDB), se preparava para apoiar a reeleição do governador Wellington Dias (PT), quando foi surpreendida pela notícia da chegada do novo membro.

Com Bolsonaro candidato a presidente pelo PSL, o partido no Piauí terá que rediscutir o apoio ao petista. Isso porque, Bolsonaro traz com ele um grupo político que se prepara para lançar como candidato a governador o jornalista e empresário Fábio Sérvio.

Sérgio Bandeira diz aguardar um contato com o grupo de Bolsonaro no Piauí. “Nós ainda não conversamos. Vamos esperar essa conversa para depois tomarmos um posicionamento. Ainda temos tempo para discutir. O PSL estava conversando com um grupo de partidos pequenos que devem apoiar à reeleição do governador. Com a vinda do Bolsonaro isso muda. Vamos aguardar”, disse.

O PSL iria fazer parte da “chapinha” proporcional que tem sido criada por legendas como o PRTB, PHS, PPS e PV. O partido havia recebido o aval da direção nacional para fazer as coligações mais convenientes nos estados, mas com a presença de Bolsonaro, a legenda deve começar a conversar agora com os partidos de oposição ao governador Wellington Dias.

Sérgio Bandeira diz não ter problemas em votar em Bolsonaro. Sobre as denúncias de corrupção que surgiram recentemente contra o deputado e os filhos dele, Sérgio afirma que nada foi provado até o momento.

“Defendemos que todos têm o direito de defesa. Tem que se investir e se algo for provado é outra história, mas até o momento só são denúncias vazias. Nós preocupamos com o comportamento de alguns setores da mídia que se mostram tendenciosos com relação a alguns candidatos. Acredito que ele vai conseguir esclarecer essa questão”, afirmou.

No Piauí, o grupo de Bolsonaro deve encontrar um partido com baixas. Dois vereadores podem deixar a sigla. É o caso de Luís André e Teresinha Medeiros. Ele deve acompanhar o deputado federal Atila Lira na mudança de sigla. A escolha fica entre o DEM e o PSDB. Teresinha Medeiros também deve procurar um novo grupo com a abertura da janela política em março.

A bancada do partido vai se reunir nesta quarta-feira (10) para discutir a filiação de Bolsonaro ao PSL. A possibilidade do grupo do deputado lançar um candidato a governador do Piauí também será analisado.

Política Dinâmica 

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